Para mim amável

Esse é o começo de um livro que estou escrevendo. Ele se chama "A menina que queria comer o mundo"

2020.11.27 01:31 frustratedwriter15 Esse é o começo de um livro que estou escrevendo. Ele se chama "A menina que queria comer o mundo"

Parte 1: Sobre novos começos. A menina que queria comer o mundo Eu tenho um sonho recorrente, onde eu estou de frente ao oceano, as ondas batendo no meu tornozelo como uma gelada lembrança de que eu estou caindo aos pedaços e assim como o vento, eu desapareço. Me faço ar e água, eu viajo a mundos desconhecidos que são feitos de sussurros e histórias não terminadas que foram engolidas pela minha forma. Nesse sonho eu não sou feita de pedaços quebrados, eu não sou feita de beleza invisível, eu não sou feita de lágrimas derramadas em vão ou gritos ao silêncio. Eu sou de água e ar, eu mudo conforme necessário, eu sou amada incondicionalmente. Nesse sonho eu não existo. Mas então eu acordo, e estou de volta na minha cama e sentindo o sol esquentar o meu rosto, lembro o que realmente é real. Esses são os meus dias mais difíceis, na escola nada parece certo, eu fico com aquele sentimento no coração que é pesado demais pra carregar e difícil demais para explicar, são nesses dias que meus ombros abaixam e minha cabeça fica presa entre o real e o imaginário. Às vezes eu me pergunto se eu vou conseguir chegar até o dia seguinte, afinal como eu vou continuar sabendo que sou de carne e osso e existem limites para o meu ser? Eu não posso fugir, então fico presa nesse pequeno corpo que pouco significa comparado a grandeza de tudo e eu, continuo. A escola pode ser considerada um local de sentimentos mistos, lá eu consigo me superar e sinto que prenchoo um pequeno vazio de tudo o que falta em mim, mas também é lá onde ponho todo meu esforço para ser engraçada, ser compreendida e amada, é como uma constante prova onde eu tenho que passar e ganhar o respeito de todos, apesar disso eu ainda me sinto invisível. Sou um daqueles fantasmas de filme, posso ser sentida um toque ali, uma risada aqui, no entanto ninguém me enxerga, consigo ver atrás das risadas e das conversas animadas. Consigo sentir as pessoas se perguntando de onde ela surgiu? Eu continuo apesar de tudo. Eu então me refugio no meu quarto, entro no começo da noite e só saio quando o mundo fica quieto. Esse horário é perigoso, a quietude e a solidão te dão uma segurança falsa, elas contam mentiras de liberdade e falta de consequências. Esse é o momento em que eu ataco, de repente me vejo sem controle do que eu penso, sinto ou faço. Eu começo a comer, não importa o que, são poucos minutos em que o mundo me traz prazer e felicidade. Sou inundada por gostos e cheiros que me preenchem, cada lugar onde um dia foi vazio é preenchido por um sabor diferente.Salgado, azedo, doce, amargo não me faz diferença, contanto que sirva o seu propósito. Aos poucos volto a me sentir cheia até a respiração ficar difícil, e o meu corpo se sentir grande demais, assim faço o meu caminho de volta ao quarto e lá me faço a vítima de tudo o que eu acabei de fazer, e de tudo o que já fizeram comigo. Enquanto a culpa desce sobre mim eu vou adormecendo, deixando a dor se ajustar ao meu corpo, dominando tudo. Eu chamo isso de ciclo, estou presa nele, sobrevivo por causa dele, estou viva por ele e eu não sei como quebrá-lo, consigo o enganar fugir por algumas semanas, meses às vezes, mas ele sempre me acha e me traz de volta. Poucas pessoas sabem sobre ele, minha mãe foi a primeira a notar, no começo eu não quis acreditar. Afinal, como eu poderia estar me sabotando? No entanto, quanto mais as palavras ecoavam na minha cabeça, mais sentido fazia não apenas o que ela me disse, mas a minha vida inteira. Quando entendi o que ela me disse, entendi os vazios. Parecia que minha vida toda tinha sido finalmente posta em uma luz fria. No dia seguinte, a tarde fui a aula de pintura e contei pra uma pessoa, minha amiga Maria. A partir daquele momento ela passou a guardar meu segredo mais precioso, a razão da minha derrota. Não contei pra Maria sem motivo, para entender o meu porquê, você precisa entender ela. Maria é uma daquelas pessoas que emana luz e cheira a campos de flores em dias ensolarados, ela vê algo mais profundo e de alguma forma entende. Você não quer ser apenas conhecida por ela, quer ser enxergada por ela e, eu, fui. Ela viu por trás do esforço e das falsas personalidades, ela enxergou minha essência, o que quer que ela seja. Eu decidi a fazer minha confidente, guardei todos os seus segredos e ela os meus. Dessa forma, quando eu a contei sobre o ciclo e os vazios, ela não sentiu pena, não me perguntou se eu precisava ser ajudada. Não, ela compreendeu o que representava e o que significava. Acho que esse foi o primeiro dia em que eu estava completamente presente, eu não era um espírito observando todos e tentando agir de maneira certa, não, naquele dia eu existi. Pela manhã o dia não se misturava em fragmentos e borrões, eu conseguia ver os acontecimentos claramente. Ainda sim, no café o nevoeiro havia voltado, mas naquela manhã eu não me importei, porque agora eu tinha uma memória para guardar e não importava o quão escuro ficasse nada poderia tirá-la de mim. O dia seguiu normal, os momentos e as pessoas voando por mim, todas com um propósito, com um lugar para ir. Quando eu cheguei em casa, o vazio me invadiu, a noite e a sua solidão tomaram conta de novo, era como um tsunami que recuava ocasionalmente, mas sempre voltava com o dobro de força. Me arrastei até o quarto, deitei e fechei meus olhos e por uma hora imaginei praias brancas com as ondas indo e voltando, imaginei o ar da montanha batendo na minha cara e grandes florestas me rodeando, imaginei um campo florido com uma brisa leve me abraçando, imaginei um lago fundo e gelado, imaginei ser feliz e quando eu não consegui mais imaginar eu fui pra cozinha. Apesar de ter sido a primeira a notar, minha mãe nem imagina que eu ainda estou presa no ciclo, com muito esforço eu convenci ela de que eu melhorei. Meu último desejo era preocupar ela. Nós vivíamos sozinhas, meu pai desapareceu quando eu ainda era pequena e desde então a casa ficou vazia e o escritório foi ocupado por várias noites em claro. Meu pior dia foi uma noite fria de julho, a casa vazia fazia o meu coração arder e como uma tempestade de verão eu fui arrastada até a cozinha. Quando cheguei lá não consegui parar, eu estava no olho do furacão e assim eu comi, e comi e até os meus olhos arderem como o meu coração, e minha respiração ficar fraca eu não parei de comer. Eu acordei na minha cama no dia seguinte. Minha mãe já trabalhava na cadeira do meu quarto, e assim que percebeu que eu estava acordada ela apertou minha mão e me deu um olhar de pena. Eu nunca me senti tão inferior e envergonhada como naquele dia. As aulas de arte eram a minha salvação, meu porto seguro. Por arte você não precisa descrever sua dor, não precisa explicar, a dor só precisa ser sentida. O pincel passou a contar meus segredos, ele coloriu minhas cicatrizes e enfeitou a névoa. A arte era única parte minha, que não havia sido tocada pelo ciclo ou pela dor, ela era meu pequeno presente e eu a guardava com todo o meu ser. Como você já deve ter reparado, Maria é minha única amiga. E eu não digo isso para ser engraçada, apenas conto a verdade. Eu já estava acostumada e por mim nada precisava mudar. Quando uma das meninas se aproximou de mim na escola, eu não dei muita importância, eu não sou uma pessoa falante e em pouco tempo ela desistiria de mim. Mas recreios viraram almoços, e almoços viraram tardes na companhia dela. Por algum motivo ela não necessitava que eu conversasse, ela fazia isso por mim. O nome dela era Esther, de acordo com o que eu conseguia ouvir ela viraria uma arquiteta e pretendia fazer a casa de várias celebridades. Esther virou uma constante na minha vida. Quando eu fui parar no hospital, minha mãe e Maria já não estavam mais na companhia uma da outra, Esther estava lá e iluminava o quarto com suas conversas animadas e gargalhadas feitas de música. Esther tinha uma vida, um namorado e dois pais, ela morava perto da escola e pretendia se mudar quando se formasse. De acordo com ela eu tinha muita sorte de ser acolhida por ela. Eu não discordava, eu realmente tinha sorte. Esther era como um anjo caído do céu, a sua pele é da cor da noite e brilha quando o sol bate nela, os seus cabelos são grandes e cacheados e ela ama por ele em penteados. Ela ama abraços e consegue me deixar sem graça toda vez que me beija na bochecha para me dar tchau, eu não sou boa em demonstrar amor. Você deve estar se perguntando qual é o meu nome, ele é estranho, mas minha mãe o ama porque ele significa divina e pra ela eu sou completamente divina. Meu nome é Diana, ele não combina comigo, mas eu gosto de imaginar que em outra vida eu realmente fui divina. É tão estranho como pequenas coisas fazem diferença na nossa vida. Um sanduíche a mais, domingos sonolentos e ensolarados, uma amiga a mais, um beijo. No dia 15 de abril meu mundo brilhou, uma coisa dentro do meu coração foi acordada, algo que eu não sentia há muito tempo. Nesse dia, eu e Maria fomos visitar Esther, era aniversário dela e a ideia de festa dela era nós duas e seu namorado. Maria gosta de ser pontual, então chegamos 10 minutos mais cedo, ela segurava uma bandeja cheia de biscoitos e eu segurava a pintura que eu havia feito pra ela de presente, ela merecia, 17 não é uma idade fácil de chegar. A casa de Esther não era muito grande, mas também não era pequena, ela tinha um quintal e até o ar parecia diferente aqui, como em um filme. Andar pela casa dela era como ver o que sua vida deveria ser, a casa dela parecia ser tirado de um poster do prédio do serviço social. Quando entramos no quarto dela a felicidade se foi, eu nunca me senti tão desconfortável como quando vi Esther chorando. Enquanto eu entendia o que estava acontecendo, uma raiva também descia sobre mim, porque ninguém jamais deveria machucar Esther. Após alguns copos de água, finalmente conseguimos descobrir que seu término era o motivo do choro. Ele tinha arranjado uma menina melhor, de acordo com ela e ele tinha decidido que hoje era o dia ideal para contar-lá. Eu não me lembro de muito depois disso, os sons e as vozes viraram um só. Tudo o que eu conseguia ouvir era minha raiva, eu me sentia um vulcão prestes a explodir, como alguém ousava machuca-lá? Por que as pessoas eram tão cruéis? O que eu, ou Maria ou Esther havíamos feito para merecer tanta merda? A raiva borbulhava por baixo da minha pele e eu precisava socar alguém. Aos poucos decidi que eu não tinha força suficiente para socar alguém, invés disso pela primeira vez em meses eu decidi falar. - M...Man..Manda ele sse fuder. Foi a primeira vez que falei na frente de Esther, ela me olhava com os olhos arregalados, enquanto Maria colocava o copo de água no criado-mudo. -Você fala! Eu estava prestes a começar aula de sinais - ela falou com um sorriso no rosto, enquanto me encarava, eu apenas acenei com cabeça e soltei uma risada baixa. Eu nunca tinha passado um dia como aquele, só nós três comendo besteira sem culpa, elas conversando enquanto eu observava e ria eventualmente. Nesse dia eu descobri o que era felicidade. A noite veio rapidamente, e levou Maria com ela para sua casa, no entanto eu decidi segurar aquele sentimento e dormir na casa de Esther. Eu estava com medo, as noites não eram meus momentos mais fáceis, ainda sim eu queria pelo menos uma vez na minha vida falar que eu fui verdadeiramente feliz. Nós comemos e assistimos um filme, e por fim Esther quis ir até o seu quintal. Enquanto observamos o céu, uma tristeza desceu sobre mim, não era a tristeza que eu estava acostumada, mas sim uma saudade antecipada do sentimento que preenchia meu coração, eu queria poder congelar esse momento, mas ele escorregava aos poucos pelos os meus dedos. - Eu sei que minha vida parece perfeita, mas às vezes eu me pergunto se eu mereço isso, sabe? Eu nem sei se eu sou uma boa pessoa, alguém me ama? - Isso me pegou de surpresa, porque pra mim não existia uma versão dela que não fosse amável, para mim ela era tudo que existia de amável no mundo. - Eu te amo - eu sussurrei e peguei sua mão na minha, enquanto as palavras caíam sobre ela, eu decidi que era amar ela o que me fazia uma pouco mais próxima da luz. Se ela era tudo de amável no mundo e se eu era a única que a amava, então eu também era mesmo que só um pouco. Certos momentos ficam marcados na sua memória, eles não sempre fazem sentido, mas são esses pequenos momentos que te trazem de volta, quando o oceano tenta te puxar e te afundar, essa noite foi um desses momentos. Nada grande aconteceu, nada especial, eu não virei uma pessoa diferente, ainda sim eu nunca esqueceria o cheiro de grama molhado e calor dos dedos dela entre os meus, se isso era felicidade eu nunca mais queria largar-lá.
aqui vc encontra tudo que eu já escrevi, até agora
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2020.11.02 13:45 Mystoganstein Vi umas conversas na twitch. Isso foi traição?

N gosto de contar isso para pessoas proximas pq pra dizer a verdade, tenho vergonha. Mas queria mt a opinião de alguém. Bom, namoro há 6 anos atualmente e há 3 anos passei por uma fase muito ruim no namoro. Namorado me evitando, n me queria muito na casa dele e tal. Senti que algo estava errado. Nesse ano de 2020 tava tudo bem, ele mudou, voltou a ser amável a me tratar como uma princesa, tudo certo. Porém as merdas sempre vêm à tona. Peguei umas conversas dele com uma streammer(dos eua inclusive) porém obviamente ela n respondia ele. Mas ele mandava coisas do tipo " vc tem os olhos mais lindos da twitch" " sinto falta sua(qd ela m tava fazendo stream) e " obrigado por me fazer sorrir todo dia", essas são as mais marcantes pra mim. Teve algumas tb dele "ah vai dormir, vc aparenta cansada etc". Fora que ele passava horas nas streams dela e nem queria cvsar cmg direito na época. Isso me deixou extremamente frustrada obs: essas mensagens foram justo na epoca (3 anos atrás qd ele me tratava mal) e eu peguei só início desse ano.
Falei q iria terminar ficamos 1 semana assim, mas ele pediu desculpas e insistia mt que tinha errado e que queria fazer valer a pena e eu acabei voltando por ser fato muito antigo e visto que ele está muito agradável atualmente. Porém n consigo confiar, sinto q fico neurótica com as coisas. Bom, queria saber pra vcs isso foi traição? Eu estou exagerando? Obrigada por ler meu relato.
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2020.11.01 08:03 s0kora Apenas sentimentos


Sempre tão comportado, sempre tão amável, sempre mantendo as aparências, sempre rindo, sempre mostrando o meu lado mais forte, sempre tentando não odiar ninguém. Eu amo manter as aparências, a minha dignidade, o meu narcisismo, tento me mostrar o mais forte, a base mais sólida, mas não sou e nunca serei.
Hoje percebi que realmente eu quero casar, ter a maior festa da minha vida, não sei com quem será e muito menos quando, mas meu amor quando você ver o que eu tanto escondo desse mundo que tanto me corrompeu, realmente nunca me revelo, nunca ninguém viu o meu amor mais puro, o meu sorriso mais singelo. Eu sei nada disso importa no fim sempre solitário olhando a lua, contando para ela tudo que atormenta o meu coração e mesmo antes de saber do lindo conto da Kaguya, as vezes sinto que só a lua poderá ter esse meu amor, com as minhas lágrimas mais sinceras que só sobre ela eu consigo soltar, apenas a lua cheia sabe o que se passa dentro de mim, somente ela me conhece. Hoje em um dia que é a segunda lua cheia do mês estando lá no alto do céu, me encontro aos prantos, por algo que ela sabe muito bem, ela é aquela que mais me conhece, sabe que a minha primeira tatuagem será em sua homenagem e se um dia eu tiver uma filha darei o nome de Kaguya.
Sempre com os olhos cheios de lágrimas e um sorriso estridente, como eu adoro chorar com o meu maior sorriso, com o melhor de todos, sei que eu devia ser alguém, alguém que não suga a alma dos outros e os transformo, mas meu amor, eu sugo, sugo a alma deles e a transformo, a transformo em algo que eles não conhecem, eu vou mudando tudo por onde eu passo, como um tornado, transformando e marcando as pessoas, de uma forma boa, ou os inspirando a se tornar uma melhor versão deles mesmos, mas ninguém me alcança, ninguém me muda, me sinto sozinho quase o tempo todo, porque talvez eu esteja sempre sozinho.
Por favor, não me ame, não tente chegar até mim, estou sempre tão destruído por dentro que só acabaria te machucando, se você me ama me deixe só. Não tente nada comigo, isso machuca as pessoas e a última pessoa que eu quero machucar é você. Por dentro sou cheio de armadilhas, cheio de bloqueios, seria muito difícil chegar a minha parte que eu escondo e a que eu tenho mais medo das pessoas estragarem, mas meu amor se um dia você conseguir passar por todas as minhas armadilhas, todos os bloqueios que eu crio para não ter o meu interior destruído, só te peço para que me abrace e provavelmente eu chorarei, chorarei muito, perguntarei: “Por que você demorou tanto? Por que não apareceu mais rápido?”. Te contarei por tudo que eu passei, tudo que eu senti, tudo que as pessoas me fizeram passar, no quão forte eu tentei ser, mas sem ser forte. Se alguém chegar tão longe em mim saiba que te amarei pela eternidade. Se você nunca aparecer meu amor, bom se você nunca aparecer… Eu tentei o meu melhor para te achar.
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2020.10.28 00:47 lauraahuman Eu odeio minha avó

Desde que eu era criança, eu nasci em uma camada bastante privilegiada da sociedade e dentro de uma igreja,que, particularmente eu não me identifico, então basicamente a família sempre foi a coisa mais importante e valorizada pelo ambiente no qual eu cresci. Meus pais nasceram em cidades muito pequenas e vieram pra uma “cidade grande” tentar a vida, e se hoje eu tive uma educação de qualidade e uma vida extremamente confortável, eu devo tudo para eles, que sempre me ensinaram o valor da educação e que o dinheiro não nascia em árvore. Eu sou filha única e como o resto da minha família mora longe, nós sempre fomos só nós 3 e mais ninguém. Minha mãe nasceu em uma casa extremamente abusiva, a mãe dela batia e torturava psicologicamente os filhos em um nível que, minha mãe era uma criança com sobrepeso, e uma vez, minha avó a levou para comprar um sapato, um sapato branco não cabia no pé da minha mãe e a minha avó esmurrou tanto os pés da minha mãe que ficaram tão machucados que até hoje ela não usa sapatos brancos. Ela realmente faz questão de deixar claro que não se importa com os filhos, e sim com os irmãos dela, ela chegou a falar que os filhos estão ali apenas para servi-la. Quando meu tio era mais jovem, ele acabou engravidando uma moça e minha avó acabou por se responsabilizar pela menina e adivinhem? Ela trata essa neta como a mais especial do mundo, enquanto os filhos e o resto dos netos são tratados com desdém. Não me leve a mal, eu gosto muito dessa prima e ela é bastante esforçada e bastante gentil, mas minha avó é capaz de tirar algo de mim para favorecer ela. Como toda criança, eu queria uma avó que se apegasse à mim, e que fosse amável, como tantas avós que eu vejo na internet, mas ela nunca mostrou nenhum sentimento de afeto, nunca me deu um presente bom, sempre me dava uma roupa com a etiqueta escrito “15 reais” sendo que ela tem condições de me ter dado algo melhor. Você deve pensar que se ela age assim com os filhos, com os genros deve ser pior. Bem, parte disso é verdade. Meu pai é o favorito dela, ela sempre compra coisas que ele gosta de comer quando vamos visitá-la, e sempre diz que ele é como um filho pra ela, mas meu pai é o cara mais tranquilo que eu já conheci, e ele basicamente escuta tudo o que ela fala de ruim sobre todo mundo e apenas ignora e diz “Sim, verdade, poxa que pena”, mas com os outros genros não é assim: minha tia fugiu de casa para casar com um homem não muito legal, e quando a filha mais velha deles, com oito anos, morreu de leucemia, ela não fez questão de ir ao funeral, e ano passado, quando o marido dela morreu, ela nem ao menos fez uma ligação para consolá-la. Já com o meu tio, ela fez de tudo pra ele se divorciar de sua esposa, e mesmo depois de ter conseguido isso, ela ainda inferniza a vida da mulher que já está casada com outro filho. Além do mais, eu, tenho muitas opiniões políticas e religiosas que divergem com ela, digamos que ela basicamente acredita no facebook, e qualquer coisa que ela vê lá, ela toma como verdade, ela é facilmente influenciada por religiosos que se colocam como deuses. Ela nunca vinha nos visitar, ela veio uma vez no meu aniversário de 6 anos e foi embora no dia seguinte. Ela se propôs a cuidar da minha bisavó com alzheimer e maltratava ela, ignorava o que ela ouvia, gritava com ela, e colocava ela pra tomar banhos quentes no verão. Meus pais dizem que eu deveria aprender a conviver com ela, mas francamente, eu não vejo ela como alguém da minha família, não tenho carinho ou laços com ela, não sinto nada além de indiferença, e realmente ela sempre englobou TUDO o que eu odeio em uma pessoa: alienação, narcisismo, traços abusivos, seletividade e imparcialidade. E eu não vejo ela como minha avó, ela nunca se dispôs a cuidar de mim, e deixou minha mãe sozinha cuidando de mim enquanto meu pai ia trabalhar, e ela não vinha porque ela simplesmente NÃO QUERIA, não era falta de tempo nem de dinheiro, ela simplesmente nunca se importou. Meus pais querem chamar ela pra passar três dias em casa, e eu disse que não vou fazer questão de rebater as ideias mirabolantes que ela acredita, e que se ela nos desrespeitar, eu não vou tolerar, pois ela está dentro da nossa casa, a casa que a gente levou 1 ano e meio para construir, do jeito que a gente quis e que meus pais trabalharam tanto pra que ficasse a casa mais perfeita, e eu não quero ela aqui dentro pra ficar desdenhando do que meus pais batalharam pra conseguir, porque as pessoas que ela ama e protegem não podem ter.
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2020.10.07 11:31 pqamarks Minha avó está com câncer de pâncreas

Escrevi isso de madrugada porque nem consegui dormir de tanta preocupação e tristeza. Chorei pelo menos umas 9 vezes ontem. É um relato grande, peço desculpas por possíveis erros gramaticais e não sei se alguém vai ler.

Enfim, ela tem 74 anos e várias comorbidades: diabetes tipo 2, pressão alta, hipotireoidismo e espondilolistese. De um ano pra cá, veio relatando cansaço diariamente - Eu a vejo todos os dias, já que moramos em um sobrado: eu na casa de baixo, com meus pais, e ela na casa de cima. Mesmo com a queixa de cansaço, eu nem parava para pensar na possibilidade de câncer. Ela mesma dizia que se sentia bem, apesar do cansaço, então supunha que deveria ser por causa da diabetes.

Todos os dias ia para a casa dela para tomar um cafezinho (o melhor café que já tomei, aliás), rir, dar carinho nos 6 gatos dela e ouvir ela me contando histórias enquanto me mostrava as plantas dela. Sempre conversávamos sobre as novidades, eu contava para ela como está a faculdade e tudo mais.
Minha avó é uma batalhadora. A história dela é maravilhosa: filha de imigrantes espanhóis e italianos de origem pobre, enfrentou a falta de recursos desde muito cedo. Começou a trabalhar aos 12 anos de idade (ela conta que pegava o trem às 5 da manhã para ir trabalhar todos os dias) e parou os estudos depois do ensino fundamental, mas retomou aos 20 e poucos anos e concluiu o ensino médio, então se tornou auxiliar de enfermagem. Com o dinheiro conquistado junto com os pais e o marido - o amor da vida dela (que trabalhou para a aeronáutica e já foi carteiro também) - ela conseguiu construir esse sobrado em um terreno grande. Foi um imenso sacrifício, ela passou necessidades, inclusive conta que já chegou a passar fome, mas conseguiu fazer uma casa enorme e muito bonita. Teve só uma filha e deu tudo do bom e do melhor para ela. Sempre foi elogiada em seu trabalho no hospital e, mesmo após mais de 20 anos de aposentada, alguns antigos pacientes chegaram a vir na casa dela para agradecê-la por ter "salvado a vida" deles.

Em 1990, minha bisavó partiu. Câncer de mama. No mesmo ano, meu irmão mais velho nasceu.
Em 1995, eu e meu irmão gêmeo nascemos.
Em 1998, meu avô partiu. Câncer colorretal. Ela entrou em depressão profunda e se agarrou ao catolicismo com todas as forças que ainda tinha. Ia para a missa todo fim de semana, assistia a programas religiosos e rezava todos os dias. Me ensinou a rezar, me levava à missa e me levava à catequese e à escola, e também pagava meus estudos. Sempre foi minha super heroína, meu modelo a ser seguido; minha mãe teve muitos problemas de saúde durante a minha vida (teve um tumor cerebral, problemas de ansiedade, depressão e bipolaridade, além de ter feito outras cirurgias, então infelizmente ela não conseguia cuidar tanto de mim), logo, minha avó sempre foi minha segunda mãe: durante a infância, me acordava todos os dias com bolachas, leite com chocolate e me dava um beijo, dizia "bença" e me incentivava a estudar.
Então eu fui crescendo, ela foi envelhecendo, e mesmo cada vez mais fraquinha, acumulando comorbidades, nunca parou.

Lá para 2004, tivemos uma crise financeira absurda. Meu pai ficou desempregado e começou a fazer faculdade mesmo com seus trinta e poucos anos, minha mãe estava com um tumor e não podia trabalhar e eu e meus irmãos éramos crianças. Minha avó começou a carregar a família nas costas, pagava todas as contas e fazia de tudo para eu e meus irmãos ficarmos bem. Depois de alguns anos de muita pobreza, meu pai terminou os estudos, começou a trabalhar, meu irmão mais velho conseguiu um emprego e as coisas foram melhorando aos poucos, mas ela sempre foi a chefe das finanças e quem mais contribuía, além de lavar roupas, cuidar dos gatos, limpar a casa e fazer a comida para todos nós.

Minha avó sempre foi extremamente persistente, independente, forte e amável. Eu terminei a escola e resolvi que iria prestar medicina. Sempre foi meu sonho, me impressionava com todas as histórias que ela me contava sobre a rotina no hospital e queria poder proporcionar às outras pessoas a mesma sensação que tive quando tivemos cirurgias bem sucedidas na minha família. Minha avó inclusive fez uma cirurgia na coluna em 2009 e melhorou muito da espondilolistese. Concluí que queria realmente fazer medicina e que gostaria de ajudar as pessoas, assim como meu exemplo de vida (minha avó) fez durante a vida dela.

Entretanto, quando falei para a minha família que iria prestar medicina, meu pai me disse que não tinha condição nenhuma de me ajudar com os estudos, então "seria melhor fazer biomedicina e pronto". Eu disse que não tinha problema, que eu trabalharia e estudaria pagando um cursinho. Ele me xingou de várias coisas, já que o clima da discussão tinha esquentado (ele sempre teve vontade de fazer medicina também, mas não conseguiu, então acho que ficou bravo comigo por isso, não sei), e depois apostou comigo que eu nunca conseguiria passar. Ele realmente não me ajudou, minha avó não tinha dinheiro para me bancar mais uma vez, e nem a minha mãe. Então fui trabalhar como repositor de supermercado aos 18 anos. Logo depois de ter sido contratado e resolvido pagar meu cursinho pré vestibular, minha avó disse que iria sujar o próprio nome fazendo um empréstimo absurdo, não pagando as parcelas, e então pagando meu cursinho. Então ela disse que eu não deveria mais trabalhar, já que o vestibular é muito concorrido e eu precisava passar numa universidade em que eu não precisasse pagar, considerando a nossa realidade financeira. De início, recusei e achei um absurdo o que ela fez. Mas ela me pediu por favor para nunca desistir e disse que, mesmo que eu não conseguisse, não teria problema. O importante era apenas que eu tentasse.

Dessa forma, larguei o emprego e resolvi honrar cada centavo gasto por ela. Precisava passar no vestibular. Eram muitas coisas em jogo: a aposta do meu pai, o sacrifício dela e a realização do meu sonho. Passei no vestibular depois de muito esforço e sentimento de frustração por ter fracassado por dois anos. Ela nunca desistiu de mim. Sempre insistiu e me pedia para não ir trabalhar, focar nos estudos e não desanimar. Eu passei, comemorei muito e agradeci demais a ela. E ainda por cima ganhei uma bolsa 100%. Mesmo com todas as dificuldades financeiras, deu tudo certo no final. E depois ela acabou quitando a dívida com o banco.

Então minha próxima meta era me formar e ela me ver médico, autossuficiente, ajudando minha família e mimando ela o máximo possível para poder retribuir pelo menos 1% de tudo o que ela já me fez. Os anos de faculdade até então foram bons e, como disse anteriormente, visitá-la era um hábito.

Até que semana passada fui vê-la e de repente ela quase desmaiou enquanto tomávamos um café. Ela estava meio amarelada. Mais tarde, a levei para o pronto socorro e o médico, sem nem dar boa noite e nem olhar na cara dela, disse que era "refluxo" e que ela melhoraria sozinha. Em seguida, mandei ele olhar nos olhos dela e debaixo da língua dela para ver como ela estava ictérica. Finalmente o médico meia boca tomou vergonha na cara e pediu vários exames, meio envergonhado. Depois dela tomar alguns remédios na veia, voltou para casa. Um dia depois, voltou para o hospital para ver os resultados dos exames. Os resultados não foram animadores e ela foi internada. Depois de uma semana de muito sofrimento, furadas nas veias e vários exames, veio o diagnóstico: câncer de cabeça de pâncreas. Só falta fazer o estadiamento e confirmar onde tem metástases.

Hoje ela teve alta, mas não está bem. Está cansadinha, sonolenta e levanta com muita dificuldade, precisando de ajuda até para ir ao banheiro. Eu estou acabado, sem chão, destruído. Escrevi isso tudo chorando. Ela disse ao meu irmão que não tem medo de nada, que ama a família dela e que tem os melhores netos do mundo. Também disse que está feliz porque finalmente irá reencontrar meu avô e os pais dela.

Não vou conseguir devolver tudo o que ela fez de bom por mim. Eu queria mimá-la, tratá-la como uma rainha e dar uma excelente condição de vida para ela. Queria que minha avó me visse formado e gostaria que ela não sofresse, mas a vida é desse jeito: de repente nos dá uma rasteira. A minha sensação é de incompetência, já que eu deveria ter levado ela antes para o hospital, já suspeitando da possibilidade de câncer. Mas ela sempre me dizia que estava bem e que eu não deveria me preocupar.

E agora? Como eu fico sem minha base? Sem a pessoa que mais amo no mundo? A pessoa que nunca desistiu de mim e me fez ser quem eu sou? Isso tudo é triste demais. Eu tento me mostrar forte e oferecer apoio para a minha mãe e meus irmãos, mas na verdade uma parte minha está morrendo. Não dá para acreditar que isso esteja acontecendo.

De qualquer forma, nunca vou me esquecer do legado dela. Por onde ela passou, deixou vida: se encontrou numa profissão que se destina a ajudar o próximo, fez inúmeras caridades para a Pastoral da Criança, ajudou pessoas necessitadas, tratou de pacientes em hemodiálise e trouxe vida até mesmo a partir de atos mais sutis: desde os cuidados com plantas até com animais de estimação. Ela é uma pessoa que naturalmente traz vida para os ambientes por onde passa. Sempre teve algum gato, cachorro ou passarinho, lutou contra injustiças, curou, ajudou e forneceu suporte a todos. Mesmo agora, provavelmente no fim da vida, ela dá uma aula de como viver a vida. Continua sorridente, divertida, carinhosa, extremamente pé no chão, agradando os gatos e conversando de forma lúcida e perspicaz. É uma pessoa incrível e, independente do que possa acontecer, eu amo demais tudo o que ela representa.
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2020.10.07 07:18 pqamarks Minha avó está com câncer de pâncreas

Estou escrevendo isso de madrugada porque nem consigo dormir de tanta preocupação e tristeza. Chorei pelo menos umas 9 vezes ontem. É um relato grande, peço desculpas e não sei se alguém vai ler.
Enfim, ela tem 74 anos e várias comorbidades: diabetes tipo 2, pressão alta, hipotireoidismo e espondilolistese. De um ano pra cá, veio relatando cansaço diariamente - Eu a vejo todos os dias, já que moramos em um sobrado: eu na casa de baixo, com meus pais, e ela na casa de cima. Mesmo com a queixa de cansaço, eu nem parava para pensar na possibilidade de câncer. Ela mesma dizia que se sentia bem, apesar do cansaço, então supunha que deveria ser por causa da diabetes.
Todos os dias ia para a casa dela para tomar um cafezinho (o melhor café que já tomei, aliás), rir, dar carinho nos 6 gatos dela e ouvir ela me contando histórias enquanto me mostrava as plantinhas dela. Sempre conversávamos sobre as novidades, eu contava para ela como está a faculdade e tudo mais.
Minha avó é uma batalhadora. A história dela é maravilhosa: filha de imigrantes espanhóis e italianos de origem pobre, enfrentou a falta de recursos desde muito cedo. Começou a trabalhar aos 12 anos de idade (ela conta que pegava o trem às 5 da manhã para ir trabalhar todos os dias) e parou os estudos depois do ensino fundamental, mas retomou aos 20 e poucos anos e concluiu o ensino médio, então se tornou auxiliar de enfermagem. Com o dinheiro conquistado junto com os pais e o marido - o amor da vida dela (que trabalhou para a aeronáutica e já foi carteiro também) - ela conseguiu construir esse sobrado em um terreno grande. Foi um imenso sacrifício, ela passou necessidades, inclusive conta que já chegou a passar fome, mas conseguiu fazer uma casa enorme e muito bonita. Teve só uma filha e deu tudo do bom e do melhor para ela. Sempre foi elogiada em seu trabalho no hospital e, mesmo após mais de 20 anos de aposentada, alguns antigos pacientes chegaram a vir aqui em casa para agradecê-la por ter "salvado a vida" deles.
Em 1990, minha bisavó partiu. Câncer de mama. No mesmo ano, meu irmão mais velho nasceu. Em 1995, eu e meu irmão gêmeo nascemos. Em 1998, meu avô partiu. Câncer colorretal. Ela entrou em depressão profunda e se agarrou ao catolicismo com todas as forças que ainda tinha. Ia para a missa todo fim de semana, assistia a programas religiosos e rezava todos os dias. Me ensinou a rezar, me levava à missa e me levava à catequese e à escola, e também pagava meus estudos. Sempre foi minha super heroína, meu modelo a ser seguido; minha mãe teve muitos problemas de saúde durante a minha vida (teve um tumor cerebral, problemas de ansiedade, depressão e bipolaridade, além de ter feito outras cirurgias, então infelizmente ela não conseguia cuidar tanto de mim), logo, minha avó sempre foi minha segunda mãe: durante a infância, me acordava todos os dias com bolachas, leite com chocolate e me dava um beijo, dizia "bença" e me incentivava a estudar. Então eu fui crescendo, ela foi envelhecendo, e mesmo cada vez mais fraquinha, acumulando comorbidades, nunca parou.
Lá para 2004, tivemos uma crise financeira absurda. Meu pai ficou desempregado e começou a fazer faculdade mesmo com seus trinta e poucos anos, minha mãe estava com um tumor e não podia trabalhar e eu e meus irmãos éramos crianças. Minha avó começou a carregar a família nas costas, pagava todas as contas e fazia de tudo para eu e meus irmãos ficarmos bem. Depois de alguns anos de muita pobreza, meu pai terminou os estudos, começou a trabalhar, meu irmão mais velho conseguiu um emprego e as coisas foram melhorando aos poucos, mas ela sempre foi a chefe das finanças e quem mais contribuía, além de lavar roupas, cuidar dos gatos, limpar a casa e fazer a comida para todos nós.
Minha avó sempre foi extremamente persistente, forte e amável. Eu terminei a escola e resolvi que iria prestar medicina. Sempre foi meu sonho, me impressionava com todas as histórias que ela me contava sobre a rotina no hospital e queria poder proporcionar às outras pessoas a mesma sensação que tive quando tivemos cirurgias bem sucedidas na minha família. Minha avó inclusive fez uma cirurgia na coluna em 2009 e melhorou muito da espondilolistese. Concluí que queria realmente fazer medicina e que gostaria de ajudar as pessoas, assim como meu exemplo de vida (minha avó) fez durante a vida dela.
Entretanto, quando falei para a minha família que iria prestar medicina, meu pai me disse que não tinha condição nenhuma de me ajudar com os estudos, então "seria melhor fazer biomedicina e pronto". Eu disse que não tinha problema, que eu trabalharia e estudaria pagando um cursinho. Ele me xingou de várias coisas, já que o clima da discussão tinha esquentado (ele sempre teve vontade de fazer medicina também, mas não conseguiu, então acho que ficou bravo comigo por isso, não sei), e depois apostou comigo que eu nunca conseguiria passar. Ele realmente não me ajudou, minha avó não tinha dinheiro para me bancar mais uma vez, e nem a minha mãe. Então fui trabalhar como repositor de supermercado aos 18 anos. Logo depois de ter sido contratado e resolvido pagar meu cursinho pré vestibular, minha avó disse que iria sujar o próprio nome fazendo um empréstimo absurdo, não pagando as parcelas, e então pagando meu cursinho. Então ela disse que eu não deveria mais trabalhar, já que o vestibular é muito concorrido e eu precisava passar numa universidade em que eu não precisasse pagar, considerando a nossa realidade financeira. De início, recusei e achei um absurdo o que ela fez. Mas ela me pediu por favor para nunca desistir e disse que, mesmo que eu não conseguisse, não teria problema. O importante era apenas que eu tentasse.
Dessa forma, larguei o emprego e resolvi honrar cada centavo gasto por ela. Precisava passar no vestibular. Eram muitas coisas em jogo: a aposta do meu pai, o sacrifício dela e a realização do meu sonho. Passei no vestibular depois de muito esforço e sentimento de frustração por ter fracassado por dois anos. Ela nunca desistiu de mim. Sempre insistiu e me pedia para não ir trabalhar, focar nos estudos e não desanimar. Eu passei, comemorei muito e agradeci demais a ela. E ainda por cima ganhei uma bolsa 100%. Mesmo com todas as dificuldades financeiras, deu tudo certo no final. E depois ela acabou quitando a dívida com o banco.
Então minha próxima meta era me formar e ela me ver médico, autossuficiente, ajudando minha família e mimando ela o máximo possível para poder retribuir pelo menos 1% de tudo o que ela já me fez. Os anos de faculdade até então foram bons e, como disse anteriormente, visitá-la era um hábito.
Até que semana passada fui vê-la e de repente ela quase desmaiou enquanto tomávamos um café. Ela estava meio amarelada. Mais tarde, a levei para o pronto socorro e o médico, sem nem dar boa noite e nem olhar na cara dela, disse que era "refluxo" e que ela melhoraria sozinha. Em seguida, mandei ele olhar nos olhos dela e debaixo da língua dela para ver como ela estava ictérica. Finalmente o médico meia boca tomou vergonha na cara e pediu vários exames, meio envergonhado. Depois dela tomar alguns remédios na veia, voltou para casa. Um dia depois, voltou para o hospital para ver os resultados dos exames. Os resultados não foram animadores e ela foi internada. Depois de uma semana de muito sofrimento, furadas nas veias e vários exames, veio o diagnóstico: câncer de cabeça de pâncreas. Só falta fazer o estadiamento e confirmar onde tem metástases.
Hoje ela teve alta, mas não está bem. Está cansadinha, sonolenta e levanta com muita dificuldade, precisando de ajuda até para ir ao banheiro. Eu estou acabado, sem chão, destruído. Escrevi isso tudo chorando. Ela disse ao meu irmão que não tem medo de nada, que ama a família dela e que tem os melhores netos do mundo. Também disse que está feliz porque finalmente irá reencontrar meu avô e os pais dela.
Não vou conseguir devolver tudo o que ela fez de bom por mim. Eu queria mimá-la, tratá-la como uma rainha e dar uma excelente condição de vida para ela. Queria que minha avó me visse formado e gostaria que ela não sofresse, mas a vida é desse jeito: de repente nos dá uma rasteira. A minha sensação é de incompetência, já que eu deveria ter levado ela antes para o hospital, já suspeitando da possibilidade de câncer. Mas ela sempre me dizia que estava bem e que eu não deveria me preocupar.
E agora? Como eu fico sem minha base? Sem a pessoa que mais amo no mundo? A pessoa que nunca desistiu de mim e me fez ser quem eu sou? Isso tudo é triste demais. Eu tento me mostrar forte e oferecer apoio para a minha mãe e meus irmãos, mas na verdade uma parte minha está morrendo. Não dá para acreditar que isso esteja acontecendo.
De qualquer forma, nunca vou me esquecer do legado dela. Por onde ela passou, deixou vida: se encontrou numa profissão que se destina a ajudar o próximo, fez inúmeras caridades para a Pastoral da Criança, ajudou pessoas necessitadas, tratou de pacientes em hemodiálise e trouxe vida até mesmo a partir de atos mais sutis: desde os cuidados com plantas até com animais de estimação. Ela é uma pessoa que naturalmente traz vida para os ambientes por onde passa. Sempre teve algum gato, cachorro ou passarinho, lutou contra injustiças, curou, ajudou e forneceu suporte a todos. É uma pessoa incrível e, independente do que possa acontecer, eu amo demais tudo o que ela representa.
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2020.08.06 04:54 alltheholycrap Sem saida

Mais ou menos por essa época do ano há 3 anos atras foi a primeira vez que percebi que eu estava depressivo e até hoje não consegui achar uma direção para melhorar.
A historia é grande e isso é mais um desabafo do que qualquer outra coisa, então agradeço para aqueles que tiverem tempo e vontade de ler.
Tenho 32 anos, homem, casado e pai de um menino maravilhoso de 2 anos. Eu e minha esposa nos mudamos para o Canada a quase 8 anos atras e lutamos muito nos primeiros anos e tivemos uma vida bem puxada e bem ferrados de grana, com dois empregos e fora de casa das 9am as 2am praticamente todos os dias.
Minha esposa, principalmente sofreu muito no começo, pensando varias vezes de abandonar os planos e voltar para o Brasil mas fomos persistentes e conseguimos superar essa fase. Hoje somos residentes permanentes, temos carreiras razoáveis e uma vida confortável, embora ainda tenhamos problemas com grana, mas pelo menos trabalhamos as 8 horas por dia e não passamos fome.
Meus problemas começaram a mais ou menos 4 anos, não sei exatamente como começou mas a vida começou a perder a graça. Fiz algumas coisas para tentar reconquistar o gostinho de viver, mudei de carreira, fui para programação que é uma area que sempre me agradou muito e sempre fui confiante no que eu fazia, na minha inteligencia e me sentia preparado para encarar qualquer desafio mesmo com pouca experiencia.
Consegui meu primeiro emprego, fiquei muito empolgado e me dediquei bastante nos primeiros 6 meses e aprendi muitas coisas mas alguma coisa sempre estava faltando.
Enquanto estava nesse primeiro emprego minha esposa engravidou, já estávamos tentando a alguns meses, e foi uma época muito boa que ela estava com um humor maravilhoso e mesmo com as mudanças de rotina com o bebe em casa foi uma fase agradável, mas algo sempre tava errado. Eu não percebia na época mas meus amigos se afastaram, não só porque eu parei de procurar todo mundo com um bebe pequeno para cuidar mas também porque eu estava azedo, sendo grosso, pegando no pé dos meus amigos por coisas bobas, brigando por besteiras e fazendo comentários maudozos .
Quando o bebe já estava um pouco maior, voltei a procurar mais meus amigos, os que eu ainda tinha contato mas eu sinto que eu não sou mais o mesmo. Perdi o meu espirito divertido, nunca tenho vontade de falar com ninguém e não consigo mais me dedicar as amizades.
Fora isso, depois que passou a empolgação inicial da nova area, eu perdi a vontade de estudar, fazia o mínimo possível no trabalho por que não tinha mais vontade de fazer nada. Tenho um projeto paralelo que sinto que daqui a pouco meu socio vai pedir pra eu sair, porque mesmo eu amando a ideia do projeto me falta vontade de me dedicar.
Nos outros aspectos da vida eu não tenho vontade de comer, não consigo me concentrar em nada por mais de alguns minutos, não consigo fazer exercícios físicos, não consigo me abrir com as pessoas, parece que minha vida esta passando e eu não estou vendo, nunca lembro de nada, me sinto sozinho e nem mesmo minha esposa e familia fazem ideia o que se passa na minha cabeça. Não consigo mais contar quantas vezes por dia me passa na cabeça que sou um merda e todas as noites eu vou dormir pensando em como seria melhor eu me matar e acabar com isso logo, acho que se não fosse pelo meu filho que precisa de mim, já teria feito isso.
Já procurei ajuda de 3 psicólogos, nenhum me ajudou, sentia que eu falava mais o que eles queriam ouvir do que o que eu deveria estar falando e sai da consulta me sentindo pior do que como entrava. Tentei conversar com meu médico de familia aqui (não posso ir direto para um psiquiatra), ele me disse pra fazer exercícios de mindfulness e ter paciência que as coisas melhoram, , e eu sem a minima vontade de discutir acabei aceitando.
Ainda assim tentei colocar rotinas, fazer exercícios e tratar minha mente, nada nunca passou de poucos dias de vontade e caia no esquecimento, isso foi a mais de um ano atrás e nunca mais tive coragem de voltar pra dizer que não ajudou em nada, sei que ele vai achar que é besteira, vai falar alguma coisa pra eu me sentir ainda pior por ser tao fácil e eu não conseguir, e vou me arrepender de ter ido lá me ‘humilhar’.
Meu casamento não ajuda em nada, as vezes tenho duvidas se a minha esposa esta na mesma situação que eu ou se ela simplesmente parou de se importar comigo. É muitas vezes um relacionamento abusivo por parte dela, e eu por faltar coragem de encarar e brigar, fico calado, aceito a situação e acho que isso deixa a situação cada vez pior, eu fico puto, chateado e penso que nunca mais vou aceitar nada, no outro dia ela é querida e amável e eu penso que não vale brigar e assim as coisas estão indo a anos. Ela tem um temperamento difícil, não deixa nenhuma reclamação passar em vão e não perde a chance de apontar pra mim quando eu faço qualquer coisa errada e me jogar na minha cara que estou errado.
Sempre achei ela uma boa mãe e me deixava feliz ver como ela lidava com o nosso filho.
Assim que o COVID chegou por aqui ficamos de quarentena em casa, ela trabalha em uma escola que foi uma das primeiras coisas que fechou por aqui e eu trabalhava de casa, fui demitido junto com quase todo meu time assim que a empresa viu que o comercio iria fechar.
No começo encaramos como umas ‘ferias’ com a familia toda em casa e foi divertido, mas logo passou e a rotina se tornou muito difícil. Ela mal cuidava do nosso filho, estava sempre cansada e/ou com algum problema (dor de cabeça, dor nas costas, dor de barriga, chateada com alguma coisa, etc), o que me deixou muito sobre carregado cuidando do nosso filho praticamente sozinho, cuidando da casa, procurando emprego e tentando tocar meu projeto paralelo, meses se passaram assim e eu estava a beira de fazer alguma coisa mais radical.
A escola voltou a funcionar por aqui e nas ultimas 3 semanas eu tenho conseguido me ‘dedicar’ a procurar um novo emprego e tocar meu projeto, mas sinto que nunca estive tanto no buraco como estou agora.
Não consigo tocar nada do projeto, não consigo estudar por mais de alguns minutos por dia para as vagas que estou aplicando, não consigo mais conversar com a minha esposa, comecei a jogar como doido nos primeiros dias e agora nem isso tem graça. Simplesmente não sei o que fazer, to me sentindo mais sozinho, inútil, incompetente e sem futuro do que nunca.

Obrigado quem teve paciência pra ler isso tudo
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2020.07.16 04:17 willtospeakless Blues sozinho

Hoje já faz 4 meses e eu continuo aqui ouvindo esse blues sozinho.
Na verdade faz mais tempo. A questão dos 4 meses é pra dizer que de lá pra cá as coisas só pioraram. Os 30 estão quase chegando e eu nunca encontrei ninguém especial pra dividir momentos comigo, tem pouco mais de 2 anos que me descobri bissexual. Achei que isso iria facilitar, afinal se eu tenho mais opções as chances também aumentam. Mas isso me causou tantos mais problemas que meu terapeuta esta ai que não me deixa mentir. Eu ainda não sei se me aceito bissexual. Na minha última sessão, antes do carnaval, meu terapeuta me fez uma pergunta que esta ecoando até o momento: "Você tem vergonha de ser bissexual e ficar com rapazes?". Passei minha vida inteira sendo hétero com aquele ~interesse~ e curiosidade em homens, foi-se a hora de eu me apaixonar por um cara que me fez descobrir bi.
De quando eu sai do armário peguei uns caras também, mas eu ainda depois de tudo isso continuo ouvindo esse blues sozinho.
Ano passado eu fiz uma viagem incrível, conheci duas pessoas que eu queria muito que ficassem na minha vida. Ela foi a pessoa mais divertida que eu conheci nos últimos anos, dava pra sentir a inocência dela emanando de uma forma amável sem contar que todos os momentos que dividi com ela foram incríveis, mas eu fui embora, voltei pro Brasil e ela ficou la. Só de lembrá-la eu abro um sorriso e o coração fica quentinho. No meu último dia lá ela me deixou um bilhete de despedida, porque não ia conseguir me ver. Eu guardo esse bilhete na minha carteira até hoje. As vezes eu leio pra tentar resgatar um pouco daquele sentimento.
Mas eu vim pra casa e agora estou ouvindo esse blues sozinho.
A outra pessoa que eu conheci foi um cara. Eu até hoje não consigo explicar o que houve. Eu nunca construí uma conexão tão rápida com alguém, ele simplesmente chegou no meu quarto no hostel um dia depois de eu ter chego e começamos a sair juntos a partir daí, coisa de 15 dias seguidos. O engraçado é que ele era um cara mega atraente, pegada top model, porém senti ZERO atração por ele. Eu disse que era bi, ele falou: ta e daí?. Nessa viagem eu passei por uma das situações mais difíceis da minha vida, enquanto eu estava lá viajando e curtindo meu pai estava sendo operado. Eu já sabia que isso acontecer. Eu viajei para outro país a 9000km de distância ciente disso. Mas houve uma complicação e o procedimento no qual ele se submeteu não foi bem sucedido, apesar de ele ter sobrevivido. Eu recebi essa notícia eram 2AM do meu fuso. Esse cara acordou e ficou do meu lado sem falar uma palavra. Foi o gesto mais legal que fizeram por mim nos últimos, sei la, 10 anos. No mesmo dia, quando voltávamos de um passeio, ele pediu pro motorista da van deixar eu conectar meu bluetooth e tocar as minhas músicas para me animar. Cara... ele foi um amigo. Eu tenho uma conexão forte com música. Isso melhorou minha vida de uma forma que não consigo expressar. Mas o tempo passou, ele voltou pro país dele e eu estou por aqui.
As vezes falamos por Facetime, é bem divertido. Mas hoje eu estou aqui ouvindo esse blues sozinho.
Parece que a vida gosta de pregar peças comigo. Eu me apaixonei por um cara que eu não posso ter. Ele é uma pessoa que me admira demais, mas somente no âmbito profissional. Enquanto isso eu fico aqui sonhando em um dia pegar esse cara, jogá-lo na parede e beijá-lo como se fosse a última coisa que eu fosse fazer. Enquanto eu passo o tempo pensando nele, aqueles contatinhos foram se organizando e está todo mundo encaminhado. Com um parceiro, morando junto, casando...
Meus 30 estão chegando e eu continuo aqui ouvindo esse blues sozinho tomando meu chá (poderia ser um Whisky pra adicionar mais uma camada de drama nesse post) , tentando não pensar muito no dia de amanhã pq vai ser igual ao de hoje mesmo.
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2020.07.01 04:56 WertherJovem Arrogância e um pedido de ajuda

TW: auto-flagelação e tristeza kk
olá pessoa amável das interwebs, conta nova pra fazer um post aqui.
Bem eu sou um jovem de classe média relativamente normal conforme os padrões da forma, 17 anos, branco, estatura mediana e sempre estudei em escola particular, porém tenho alguns traumas (tentativa de abuso quando eu era mais novim mais algumas paradas envolvendo suicídio).
Minha autoestima sempre foi uma merda até recentemente (ponto de destaque), durante a maior parte do meu fundamental e ensino médio eu me achava uma pessoa intimamente ruim, embora eu tomasse consciência disso e nunca tenha deixado a minha essência tomar fisicalidade ou verbo, durante o segundo ano me entreguei ao niilismo, cheguei a me cortar por conta da total apatia e vazio que me consumia, esse período durou uns 6 meses com alguns relapsos de aftermath, nunca levei como uma forma de me fazer sofrer, mas sim sentir algo que não fosse o oco.
As pessoas ao meu redor sempre me julgaram como alguém promissor, relativamente bonito, sensato e no geral uma boa pessoa; mal sabiam que tal juízo só é possível pelas restrições que eu mesmo me coloquei. Conforme minhas amizades foram se aproximando mais da beirada do meu círculo social e eu fui sendo absorvido pelos outros, assim tendo contato com pessoas que eu nunca conheceria de outras formas, sempre fui recebido com positividade e boas impressões, fato que acabou por me fazer acreditar que talvez meus amigos estivessem dizendo a verdade e não: nunca teria sido por pena, eu sou belo, eu sou inteligente, eu sou bom.
A última afirmação conjurada ao aumento dos meus horizontes sociais me fez realizar que eu sou tão merecedor de felicidade quanto qualquer um, afinal meus pensamentos por mais cruéis que sejam de certo não são o volume do meu ser. O niilismo foi trocado por outras correntes, atualmente me vejo um absurdista (Camus S2) e isso me trazia relativa paz de espírito, porém nenhum homem entra no mesmo rio duas vezes. Os elogios e a minha mudança de auto percepção me fizeram realizar um 180 total, minha visão de me ver como o cúmulo do entulho foi trocada por um egocentrismo inegável.
Eu traçava essa linha de pensamento como saudável, me achar incrível deve ser bom não é mesmo? E como era… até eu deixar subir a cabeça. Comecei a me achar superior quando comparado as pessoas da minha faixa etária, eu sou bom em tudo que eu tento fazer e se eu não sou? Bem é só pq eu ainda não tentei de verdade. Além disso se as outras pessoas pedem conselhos pra mim eu logicamente devo ser uma plena fonte de sensatez e sabedoria!
Blergh
Tudo isso culminou algumas horas atrás quando eu deixei a máscara cair e desabafei sobre o meu achar de que "não tenho ideia de como pessoa X não está afim de mim, eu claramente sou a melhor opção dela!" obviamente fui julgado e isso me deixou literalmente nauseado, eu detesto gente presunçosa e prepotente, mas ainda assim me vejo na pele de uma. Depois desse evento eu me despedi dos meus amigos e desinstalei minhas redes sociais, tirar um tempo pra refletir, suponho.
Acho que no fim a arrogância é realmente a camuflagem da insegurança, por mais inabalável que eu tente atuar ainda sou frágil e levado demais pela ideia dos outros sobre mim, não sou um original ou o verdadeiro eu nem para mim mesmo. Eu diria que isso me entristece, mas na verdade me enoja.
Depois dessa montanha de texto (perdão se sôo como alguém insuportável) eu acho que na verdade eu queria conselhos de como manusear a minha autoestima de maneira mais saudável ao invés de cair em algum extremo imbecil, aprender a modéstia interna seria lindo. ~ ~ ~ Obrigado se você leu até aqui, espero que você tenha um bom dia, uma boa tarde e noite também, espero que esteja tudo bem com você, beijos e abraços
Até mais.
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2020.05.13 01:05 resto_npc_villager Não consigo passar um dia sem me decepcionar.

Bom, tudo começou em 2017, quando eu saí de SalvadoBA ( onde eu nasci ), para vir a Curitiba, em busca de uma vida melhor, eu tinha 11 anos então foi muito difícil pra mim, vim com meus pais é minha irmã, bom, eu e minha família nunca fomos bom amigos, pra resumir minha mãe é uma pessoa incrível, quando não está te julgando por coisas simples como, um garfo na pia, ou até mesmo a roupa que está usando ( ela é assim o tempo todo ). Meu pai tá lentamente virando um alcoólatra que só sabe gritar com a esposa, e chorar quando tá extremamente bêbado, ( P.S: Ele não sabe ter uma conversa saudável sem chamar alguém de " Ansioso, Demente ou qualquer outro nome de problema mentais que ele vê em vídeos de coach que ele jura que funciona ). Minha irmã, como descrever minha irmã: A maior vaca que existe. Ela basicamente era a minha familiar mais amável até 2017 ( coincidência? eu acho que não, absolutamente não ), ela começou a me tratar como um lixo, não olha na minha cara desde Novembro do ano passado, é só sabe falar coisas do tipo: " Por que você fez isso, ou, Tô ocupada agora, sai ". Ela fala grosso comigo e me destrava, junto de toda a minha família, porém, fala num tom amável, e se finge de gente boa na frente do namorado e amigos.
Sim uma merda!!! Eu só queria que meus pais se divorciacem logo, é eu iria para um orfanato ou sei lá oque ( drogas talvez ). Eles não fazem bem um para o outro é oque impede eles do divórcio sou basicamente eu, já que a puta da minha irmã nem fica mais em casa, e a última vez que vi ela, estava saindo daqui pra casa de advinha quem? isso mesmo, o imbecil tongo do namorado dela, que tem uma cara de besta. ( ele é bem lesado ) E minha mãe fica a cada dia me criticando mais, e gritando mais, eu só peço que ela é meu pai fiquem bem, por que apesar de eles nunca me perguntarem " Como foi seu dia, ou, oque houve ". ELES NEM SEQUER PERGUNTAM. Eu SEMPRE tô perguntando sobre o bem estar deles e oque eu posso fazer pra melhorar, mas nunca retribuem. Hoje eu tava andando pelo condomínio caçando Pokemon ( tava entediado ) e um grupo de pessoas me olharam estranho, bom, vi eles com uns cigarros na mão, e fugi ( não era um cigarro común ) eu contei pra minha mãe é ela basicamente falou: " não era pra você ter abaixado a cabeça é saido " ELA NEM LIGOU PRA COMO EU TAVA.
Agora eu tô aqui no quarto chorando olhando pela janela pensando em suicídio ( mas só pensando, eu não tenho coragem de tal coisa ). Basicamente eu tenho chorado quase toda noite nas últimas semanas, e essa quarentena não ajuda, já que o único lugar em que eu me sinto bem eu não posso ir, a escola.
Se achar que isso é apenas um Carminha de adolescente não perca seu tempo respondendo por que ja ouvi isso ussuficiente.
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2020.01.30 17:33 D_Trova A guria que sai ontem me bugou (não entendi nada)

A história é a seguinte. Na terça um guria que não conhecia me adicionou no facebook, após isso, ela ficou reagindo as minhas fotos, no dia seguinte foi puxar papo comigo.
Foi uma conversa bem agradável, ficamos nos falando durante toda a parte da manhã e tarde.
Aí no final da tarde do mesmo dia, antes de sair do trabalho, perguntei se queria sair pra fazer alguma coisa, ela aceitou.
O encontro foi bacana, conversamos e rimos, aí ficamos, durante o encontro ela ficou me dando moral, dizendo "ainda bem que a chuva parou e conseguimos nos encontrar", "Tô adorando sua companhia", coisas assim, e vez ou outra beijava ela. Quando ela teve de ir embora, fui acompanhar ela até sua casa, dei um beijo de despedida e ela me disse "quando você chegar na sua casa me mande uma mensagem avisando que chegou bem".
Uns 40 minutos depois cheguei em casa (moro um pouco longe e fui caminhando), aí quando cheguei em casa, fui mandar a mensagem. Aí eu vi que ela me deu block no wpp e facebook e fiquei "¿¿¿????? UÉEEEEE". Fiquei bugado, não entendi nada...
Aí quis compartilhar aqui, pois não queria ficar bugado sozinho hahha.

[extra]
Aqui só vou colocar um complemento da história, porém o principal já foi, então se quiser pular essa parte, fique a vontade

Teve uma coisa durante o encontro que achei estranho. Quando estávamos lá, um pedinte veio me pedir dinheiro, dei umas moedas para ele. Aí ele estava muito triste, quase chorando. Aí ele contou que era pq algumas pessoas eram extremamente rudes com ele, e nós fomos simpáticos.
Aí a guria que estava comigo começou a consolar ele, dizendo pra ele não ficar assim e tal. Aí o sujeito ficou conversando conosco, aí ele perguntou se podia sentar 1 minuto pra continuar conversando conosco, a guria disse que sim e ficou sendo mega amável e consolando o sujeito.
Depois de uns 15 minutos eu pedi gentilmente para que ele fosse embora, pois estava em um encontro com a moça, e queria conversar com ela. O pedinte se foi.
Então a guria vira pra mim e diz "Finalmente! Não tava mais aguentando, pensei que o sujeito não iria mais embora", ficou metendo o pau no cara pra mim.
Fiquei "????????????????????????", foi ela que foi consolar o pedinte e fez com que ele ficasse conversando com a gente, senão fosse ela o cara só ia pegar o dinheiro e ir embora...
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2019.11.21 07:31 lavador_de_rosto Eu tenho algo a dizer.

Eu tenho algo a dizer como nunca tive antes. Eu tenho raiva pulsando nas veias. Eu queria começar esse texto de um jeito sútil, delicado e amável, mas eu não tenho nada bonitinho a dizer. Eu venho da melhor geração da história e insistem em nos subestimar e desafiar todo maldito caralho dia. É isso porra. As outras gerações, bosta. Nós temos acesso ao conhecimento ilimitado em tempo real em qualquer lugar do mundo. Algo que já é bem popular. Nós vimos quedas e ascensões. Nós temos algo a dizer. Sabe por que? Porque quando a Greta Thunberg se torna uma ativista a nível mundial, as pessoas zombam dela sendo que com 16 anos estavam preocupados demais em engravidar alguma novinha nas escola. Esses filhos da puta tentaram matar Malala Yousafzai, e ela ainda ficou de pé depois de um tiro na cabeça. Temos proeminências musicais, no cinema as câmeras voltaram ao preto-e-branco e 70 mm. Eu vejo mudanças toda porra de dia e eu tô cansado da política, cansado de rirem na minha cara. CANSADO DESSA MERDA! Eu discuti com um tiozão, ele me chamou de adultescente. E oq ele já tinha feito com a minha idade? Trabalho desde os 12, nasci um fodido, meu pai criou uma dívida enorme pra me dar uma educação, pra isso? Pra um velho que se acha rico pq foi 3 vezes pra Argentina não perceber que quando eu me fodo ele tbm se fode? Que tem sempre um fodido pra pisar na gente? Nenhum ativista mentiu, nós somos uma geração criada sozinha. Vcs nunca estavam lá, e mesmo quando estavam lá, não estavam lá. E agr a sociedade dá de presente pra gente ansiedade e depressão e vcs agem como se ela tivesse saído DA PORRA DO NOSSO CU. Eu tenho vontade de gritar na rua, de surtar, de bater num velho, de transar até morrer. Nós nos preocupamos com as merdas que a gente vai ter aos 50 pq vcs criaram a gente pra isso, então quando a gente clama direitos vcs riem. Vcs nos endividam nos EUA, nos agridem no Chile, nos queimam em Hong Kong, nos matam no Irã. Vcs querem oq? Que a gente ceda de uma vez? Não vai rolar seus merdas. O conhecimento já chegou na mão do preto pobre fodido. Chegou lá no nordeste que vc fica zoando que não tem água. Já chegou até no cu da sua mãe. E sabe como a gente vê? Pq velho otário cai em fake news e elege presidente animal e a gente não faz nada. Alguns privilegiados omissos ajudam, alguns moralistas tbm, mas principalmente os que acham que são alguém na sociedade pq os HOMENS DE BEM disseram. Vcs fazem eu cagar mole e tacar na parede igual quando eu ficava bêbado com 17 anos. Oq a gente tá esperando? Oq? Eu vi uma peça de teatro fantástica, era sobre Cassandra. Ela era vidente em Tróia e vivia gritando como todos iam morrer e a cidade seria devastada, mas ninguém acreditava nela. Eles matam homens indefesos com 80 tiros. Eles roubam nossa liberdade. Eles vem como tsunami e a gente ri. A gente sempre ri. A gente só ri. Eu quero rir e gritar, quero chorar tbm porra. Eu só tenho 20 anos e sinto que tenho que trabalhar como um cara de 40 anos com 2 filhos e um casamento de merda. Pq foi dessa merda de jeito que eles nos criaram. E eu tô cansado de ser representado igual um animal burro e sexual como em Elite, um depressivo que romantiza várias merdas como em Euphoria ou meu deus RIVERDALE????? Eu venho da geração mais foda da história e eu quero ser respeitado como o caralho foda que eu sou. Eu e meus amigos gostamos do termo "geração tutorial YouTube". Pq é exatamente isso, ensino básico e direto em qualquer lugar a qualquer momento. E quer um ensino melhor? A internet te dá. Nas próximas guerras nós usaremos as mídias dos smartphones como armas e nós já nascemos sabendo doma-la. Pq isso eles querem nos domar. Eles sempre querem domar os jovens. E depois vão dar um nome de merda pra gente como baby boomers e millennials. NÓS devíamos ser os fudidos, ou os assholes, ou os cagados. Vc já pensou que com 50 anos a radiação do seu celular talvez já tenha acabado com qualquer chance de vc ter filhos? Ou que, SE o aquecimento global for real (para os animais que não acreditam) nós estaremos tão fodidos que a chance de sobrevivência talvez seja mínima? Levando em conta o meio ambiente, fatores socioeconômicos e históricos, e principalmente, recursos (em vários sentidos), talvez nossa morte seja a mais certa de todas. E eles insistem em nos foder mais e mais. A gente tem que aproveitar essa pouco juventude que a gente ainda tem, enquanto a gente ainda é só geração Z. E que nome de merda. Devia ser geração A++. A primeira geração do conheço puro e difundido. A primeira que superou todas as outras. E ainda temos que ouvir que somos a geração mimimi? PQ? Pq fomos capazes de discutir assuntos que vcs não conseguiam pq gostavam de agir como imbecis? Ou pq sabemos lidar com mudanças melhor do que vcs? Ou pq vcs são uns fodidos preconceituosos e precisam de um álibi? Ou pq vcs não vão tomar no cu HEIN! HEIIIIIIINNN LAMSNSUUSOANEBDUISNWGDUKS WGDIWM WVSUSKSVGXOSKWNHDUDVWJWKJSBSYEOAM SHWIGEHIRNSNOANWHS SBSIKS E NO SHD X JENS SBIS. CKEJX N KX DHXJ D SIS S EJ F RICND DJ DJC X. CARALHOOOOOOOOOOOOO. VCS COSPEM NA NOSSA BOCA E GENTE ENGOLE. VCS VOMITAM E A GENTE LAMBE. E EU TO CANSADO DESSA MERDA!!!!! TUDO QUE EU FAÇO É PENSANDO NA MERDA DO FUTURO. Eu tenho ahlzeimer (foda-se como escreve) na família. Um dia eu vou esquecer tudo, isso é um fato. Então eu só penso em lembrar de tudo enquanto dá. Eu assisto Scooby-Doo 2 pra me lembrar de quando eu tinha 5 anos. Eu questiono tudo. Eu tenho ansiedade, igual vc provavelmente tem. Eles nos tratam como animais selvagens que lutam contra gladiadores. E a gente ainda não fez nada. Não que eu sinta que esse texto vá mudar algo. Mas eu sinto que se a gente não fizer NADA, a gente vai acabar igual eles. E culpar a próxima geração por tudo como se ela fosse um pedaço de merda. Elegemos um animal, e a culpa tbm é minha pq qualquer um que não se chama Adélio Bispo tbm é culpado. E daqui 20 anos vão tentar culpar alguém mais. Tente sair dessa bolha de MERDA e AJUDAR O SANGUE JOVEM DESSE PAÍS PORRA! Um dia a entropia vai matar tudo, e só por isso a gente devia tentar viver o mais confortável possível. Mas sempre nos impedem, e na real? Nunca é nossa culpa, pq nem deu tempo de fazer NADA ainda. O pessoal de 95 tem 24 anos porra, seus pais com 24 tavam fazendo OQ? Já eram ativos politicamente igual a a gente? E discussão social? Feminismo, racismo, autoritarismo políticos, direitos civis, discutiam? Caralho nenhum. E a gente NASCEU falando disso. E toda dia vem um cuzão do caralho esfregar o cu na nossa CARA como se a gente fosse o demônio de pau invertido. Eu espero que essa merda cause algo em vcs como causou em mim escrever. Esse foi meu protesto. CAOS.
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2019.08.10 00:40 comperSchema Meu pai faz a minha mãe chorar todos os dias

Agora a pouco minha mãe teve um colapso mental fruto da intenso abuso psicológico feito por meu pai. Isso tem sido cada vez mais frequente desde que ele chegou no Brasil (ele foi para o Japão quando eu tinha uns dois anos de idade).
A verdade é que ninguém em casa gosta dele. Chega em casa e é uma encheção de saco tamanha que logo eu vou logo dormir. Não janto com ele na mesa pra evitar ter que ficar de frente com esse homem. Minha irmã até escolheu fazer faculdade fora da cidade só para sair dessa casa. Como eu fico boa parte do tempo fora de casa, quem resta para aguentar essa peste é a minha mãe. Constantes ofensas do quão ela é descuidada, "sem modos" , do quão ela é absurdamente ignorante por não fazer direito o que o verme pede e do quão eles seriam mais felizes se apenas ela mudasse o jeito de ser. E ele fica lá, fazendo nada e enchendo o saco.
Como eu disse antes, ele foi para o Japão enquanto eu ainda era muito criança e voltou quando eu já era quase um pré-adolescente. Ou seja, não tenho familiaridade nenhuma com ele, ele não representa figura afetiva nenhuma para mim e duvido que vá signficar. Mas para a minha mãe sim. Ele já foi um dia uma pessoa amável e simpática, mas hoje ele consegue afastar a todos que gostam (ou tentam gostar) dele.
Minha mãe ainda gosta dele, mas eu duvido que seja a mesma coisa de 30 anos atrás. Mas ela ainda gosta dele.
Tudo o que eu queria era vê-lo fora de casa; ver minha mãe chorar (e ter que ser o único apoio dela em colapsos mentais) não é a melhor coisa do mundo. Penso que todos da minha casa seriam melhores se ele não existisse. Enxergo-o como um tumor, como um estranho, que come e bebe por contrato abstrato feito entre ele e minha mãe.
É isto. Eu não aguento mais.
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2018.10.08 01:56 RedheadHen Ataque por causa de política...

Olá pessoal do brasil, estou um pouco assustada, e achei que aqui seria o melhor lugar para desabafar. (Antes de me atacar, leia até o final)
Moro em Florianópolis, em um bairro de 4000 habitantes onde todo mundo se conhece. Hoje estava meu grupo de amigos e eu indo ao mercado; passamos em frente a um lugar onde vinte caras aqui do meu bairro estavam todos reunidos (a maioria bêbado) e então eles começaram a gritar "Bolsonaro". Meu grupo de amigos é composto por pessoas do meio LGBT, e na hora que gritaram, sabíamos que isso era direcionado a um amigo meu, que aqui vou chamar de Pedro (sempre que este passa por esses homens, eles o atacam de alguma forma), nesse momento não demos bola e passamos reto.
Meia hora depois tivemos que passar pelo grupo de homens de novo, onde eles disseram "Viadinho vai ter que virar homem", nesse momento eu fui até eles (coisa que nunca havia acontecido, afinal, ninguém vai no embate contra eles), enquanto eu ia me aproximando um dos caras apontou pra outro e já disse "ó, foi ele", e então eu falei com a maior calma do mundo: " - Olha, vivemos em uma democracia, cada um vota em quem quiser, só exijo mais respeito para com meus amigos. Fiquem agradecidos de que vocês podem escolher seu candidato, e cada um escolhe quem prefere. Só não nos ataque. E se quiserem discutir política, estou a disposição"
Enquanto eu falava, uns diziam "sim sim, estamos numa democracia, tu tá certa" e o cara o qual havia falado as besteiras ficava rindo e chamando as pessoas pra rir de mim, mas todos apenas ficavam quietos. Depois saímos e fomos para a minha casa.
Quando era mais ou menos umas cinco e meia, e já tinha um pessoal olhando os BU, nós fomos ali ver também, depois que conferimos passamos na frente da igreja do bairro onde o grupo de caras agora ali estava. Foi então que o mesmo cara de antes gritou "Bolsonaro ganhou no nosso bairro! Aceita ele ou vai ter que tirar os piercings da cara", ele disse isso devido ao fato de eu possuir 4 piercings. Eu disse que não estava afim de discussão e que me achava linda do jeito que sou. Então Pedro pegou na minha mão e gritou ao homem "não liga pra ele amiga, ele não tem como debater contra ti". O homem ao ouvir isso, começou a gritar para Pedro: "- Na hora de bater de frente tu não vem né sua bixa, eu vou te pegar!" Depois disso seguimos caminho e ignoramos.
Quando foi agora a pouco, por volta das oito da noite, passamos de novo na frente dele, infelizmente... Ele começou a provocar da mesma forma de antes e passamos sem nem mais perder tempo, só que o pior aconteceu: ele e o grupo de amigos começou a nos perseguir, mandei Pedro entrar na casa da vó de um dos nossos amigos que estava ali. Foi então que o homem, ao ver que o alvo (Pedro) não estava mais ali, saiu.
Bom, Pedro está assustado, com medo do que este homem possa fazer. Este é traficante e nunca foi uma pessoa amável; sei que comigo ele não vai mexer, mas penso pelo meu amigo... Não é de hoje que o preconceito reina no meu bairro, qualquer minoria sofre preconceito aqui e me assusta o que eles podem fazer.
Não estou dizendo que todos os eleitores do Bolsonaro são violentos, sei que em todos os lados existem pessoas boas e pessoas más. Aqui nesse desabafo não quero discutir política, não quero ver um generalizando o eleitor do outro, só queria contar essa história que acabou me deixando assustada e encontrei aqui no Reddit uma chance de contar essa situação sem que seja bombardeada de críticas.
Ps: as pessoas do meu bairro não gostam de Pedro (elas deixam bem claro, com todas as letras), e acredito que se acontecer algo com ele, poucos vão sair a favor dele, infelizmente. Muitas pessoas viram o cara nos atacando, mas duvido muito que vai ir contra ele.
Ps²: perdoem qualquer erro, estou no celular e ainda bastante nervosa.
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2018.10.05 02:41 DrkSrk -Poesias- (Livro : Ouro Acrético/Minha autoria)

Oceano
Lago límpido
Hábito pouco apreciativo
Ouvinte aceito,criança plena
Sagrada janela de sonhos tema.

Estruturação de uma mente de poucas memórias
Sendo as tais nada além de bons sonhos
Talvez pesadelos numa cortina de fumo e fogo
Razoávelmente sem emoção alguma
Um Diático Ascítrico Sintético Indigno
Também uma vingança de pouco objetivo
Um Cinético energético caótico Místico
Reação violenta ao que persigo
A Moeda tem dois lados mas as Fatias de uma maçã
Contém ainda mais faces desconhecidas num turbilhão
Avermelhado de variáveis e sintetização
O Magnum Opus de um grande Ser Sensação.
De Poucos Fazem-se muitos
E notas não lhes são necessárias
Uma Oração,um sacrilégio silenciado pelas bocas do vento
Maleficência e eficiência em olhos que não enxergam
Ao meu Ouvir,Pois o ver não me é permitido.
Mente,pois,de suas inebriantes propostas
E Sua língua está pregada a suas próprias palavras
Num Fruto De razões Sobrepostas
Término De um domínio de Pregações Severas
E serpenteante Venenosa Obrigação As Tuas Costas.
De quem é a culpa daqueles que não podem ouvir lamentos?
E Talvez não escutam murmúrios lançados a brasa ardente.
Paraíso Perdido de pouca ternura e Banalização
Ouvir Inconsequente,Chorar Sem Olhos,Comer Sem Boca
Um Tato Sem Mãos,Ou O Paladar Sem língua
Conteúdos de um apologético Mistério
A qual se convém a Poucos e jamais aos que testificam
Sapientes subservientes sementes No Plano Cemitério
Mande as mãos que escrevem a fornalha
Então Devorem as cinzas de sua própria falha
Mortificando-se ao justificar erros cometidos por mãos e
O Homem imperfeito nada presente
Retas numa folha de papel sem cantos
Insuperável erradicação fatalista e cataclísmica do
Absurdo fantástico ao que venera-lhe a Mente
Senão o coração A Que Pouco Bate em uma existência Crítica.

P e r o l a s A o s V e n t o s
S e F a z e m S e n t i r
E m o ç õ e s E M o m e n t o s
P a r a R e f l e t i r

Mente perturbada de poucas memórias
Então conturbada com poucas histórias
Nada compara com poucas vitórias
Também maltratada com lágrimas inglórias
E mesmo assim,mente como mente.
Para tudo e para todos deixou de existir
E seu passo frenético de nada se fez
Rotações aceleradas de olhos cínicos
Tomadas por algo apercebível,clínico
Uma manhã,um sonho de enfim se foi
Rota mística de lugar algum
Balões vermelhos que não fazem sorrir
Acrítico,acrílico,acético,Acscendente
Dominós caindo num sonho inconsequente
A fim de que possas enfim,fechar os olhos e.... dormir.

Homem De Poucas Palavras, a um pertenço e Sozinho estou.
Heliocêntricamente Abdicado de meu brilho
Livre Das Amarras Eletrônicas do Martírio
Ambivalente Ator.
E como Metálico,Me comporto em padrões Conhecidos
Agitado Por Imãs Que me põem em linha.
Como Um gênio,Crio Halos Em Meus Tecidos.
Mas Posso Ser Ametal,E não Obedecer as ordens que Continha.
Por Linhas vejo passar um período de tempo
E cada Grupo De Ossos de minha coluna é Alinhado a disposição
Numerado Em Memórias que me trazem a tona,lhes contemplo
Ao que Atomicamente Me Destilei Da raiva E retomei uma nova posição
Sinteticamente colaborado,feito sob medida,incontável
De Muitos Elementos,Balanceado
Ao que Minha valência significa Primeiro,estável
E De vários átomos Posso Me Fazer em liga atado.
Do Raio Que Convêm da tempestade,me Faço Atomico
E Meu Ser,De Alcalino,Se convêm nobre.
Ionificado,Posso Me Tornar Comico
Ser Denso Como ouro,chumbo,ou até mesmo conduzir como Cobre.

Saboreie o retorno a tua ruína
Angustiante procrastinação que o adocica
Nexo ao que prescrito és
Gravado em tenras rochas o faz eterno
Um retorno a alucinação coletiva
E do eterno o material se evidencia.
Numerosas falhas estritas em seu corpo
Escritas na margem do desgosto
Gema dilapidada e escura como a matriz de um segredo
Rota de erros,esculpida de temor e de abominação
O erro do homem se marginaliza numa escada de sangue negro.

As sete horas,o fogo queimou a todos
Mas as chamas saíram de suas bocas
Navios afundaram no álcool em palavras roucas
E o espírito incandescente avaliou-se de fogo
Silencio ecoou pelas florestas pelas bocas queimadas daqueles
Impios,peões de si mesmos ao que afagava-se a balbúrdia
Ao que caíram suas múltiplas cabeças com a espada da angústia
Com o horror que inflamava apartir deles
Olhos sangrando
Gosto rústico de aço e arame
Nomes supondo
Os olhos rutilantes
Sacrilégio ao gosto de rum e aspartame
Tempo que jamais andou durante a passagem
Incendiados por si mesmos,mortos por si mesmos a sua viagem
Conscientes de sua falha,com o arame a volta de seus pescoços
Ao tempo o tempo anda,ao que vivenciam,compostos.

O tempo onde as folhas caem ao chão
Um momento,assopradas pelo vento da unificação
Tanto eu como o destino sabemos desta data
O dia mais importante de minha jornada
No papel está escrito que devo ser como as folhas
Oceano desesperado,de múltiplas escolhas

Achado como aquele que insiste
Homem de miseria num algo que não existe
Lago de minha memoria que persiste
Incomensuravel falha a que caíste

oxɘlʇɘЯ oxɘn mɘƧ oxɘnoɔƨiᗡ oxɘvnoƆ

"Eu sou como fumaça,e passo pelos vãos de teus dedos.
intragável,escapo pelos furos dos potes onde tu me prendes...
improvável,que me catives ao que deixas aberturas por onde eu possa
passar... mas mesmo assim,mutualmente.....
neste enorme jogo de gato e rato ao que tentas me obter,ao que escapo de tuas mãos... somos um e partilhamos da mesma vontade.....
de ter um ao outro,juntos em uma eternidade."

-Réquiem Para o Meticuloso Capitão-
O capitão navega pelos lençóis de água,Desafiando a maré
Tentando buscar e saber ou entender o que é e porque é
O horizonte é equiparável ao pontilhar de sua bússola
Triunfante e exato num oceano de emoção lúcida
O Engatilhar das âncoras, anuncia o destino então alcançado
Torrencialidade em tempestades secas de areia de todo o lado
O Sol então o cumprimenta com severidade em seu calor
Tua alucinação no deserto mostrará quem deve ser a teu valor
O Deserto o chicoteia com ondas de calor escaldante
Tão somente calor enverga aos olhos o pontilhado do horizonte
O seu barco não existe,castigado pelas areias do tempo
Tampouco ao chapéu e âncoras,rasgadas da ilusão pelo vento

O sonhador em sua partida,lembrou-se dos
Segredos que foram enterrados nas nuvens
Orientação que fora feita com líquens
Natureza sólida ao seu redor
Há de haver algo maior e melhor?
Ao que o mundo é belo a tudo o que vê
Do que contêm-se nas gotas de chuva a previsão,prevê
O tempo que sempre andou e sempre irá andar
Regras para um ardor que jamais cessará

Querubins adornam tuas vestes de maneira impronunciável
Uma alva vestimenta perfeita,sob medida volúvel,palpável
E em caminhar-te ao local destinado,as pedras se movem
Ruas se tornam retas e aos velhos se entoa que são jovens
Um ser cujo destino é agradar aos outros,e jamais a si
Bom grado é o que lhe move e gratificação não busca em ti
Inapto ao grande banquete,do lado de fora remanesce
Mas não importa,pois a tudo tem,ao que convêm a ter vem e tem ao que merece

Câncer de suas indústrias que não cessam
Ao tomar vantagem da produção que almejam
Não se importando com o quanto matam
Cerrando os olhos a indiferença que exalam
E ao vapor do trem,as batidas dos carros
Reacendem as brasas dos malditos cigarros
Indicando descaso com a própria vida
Ganhando as custas de gente sofrida
E com muito desgosto
Na palidez do rosto
O que mata não é pessoas,mas o que elas criam,composto

Entretenho-lhe com entrelinhas da alma
Sobriamente apagadas,repulso a calma
Pelos dedos me esvai a vida
E pela mão me esvai a caneta tingida
Louca,vermelha de sangue ao escrever
Horas e palavras sem sentido ao alvorecer
O ponto do fim já vem depressa.
Do tempo me reserva pouco
O vazio do coração me agracia,oco
Psiquê mexida como as notícias que abalam sua vida
Linha retorcida ao que me espera somente o repouso
Alva e com foice afiada e polida
No pescoço pousa e corta a mim,tem bom uso
O tempo não preza,de levar ao que tudo de novo começa.

Obrigações de ouvir sonhos
Barras de ferro não fecham prisão
Riachos não escorrem por canos de diferentes tamanhos
Indiferença ao ouvir minha atenuante razão
Graças a ele podemos ser
Ao ouvir as gotas de orvalho caírem ao relevo
Coração batendo para que haja o florescer
Ao amor que jamais se esvairá com que escrevo
Obrigação é ser,lutar por,viver e assim então,renascer.

Desejo cegar meus olhos para jamais ver
Ensurdecer meus ouvidos para não ouvir
Saciar minha sede de saber palavras de auto preservação
E assim sustentar
Jogos de dualidade ao que a raiva toma a noite
O dia sendo coberto pela macia seda do tecelão.

Rosas sombrias de beleza inigualável
O sonho ambíguo e inseparável
Sensação única e inexorável
Ao manto de pétalas inexplorável
Sagrados gracejos e som inaudível
No lago de seus olhos pesquei
E fisguei a mais bela das rosas de verão
Ganância tê-la só para mim então
Rasurando minha mente com sonhos que nunca serão
A rosa negra que plantou em meu coração
Será lembrança das coisas que virão.

Azul royal brilho salgado
Zumbido angustiado com o gosto de sal
Um mar ríspido de orgulho e mágoa
Languidos a carcaça esmirrada da falha
Royal,imperador absoluto
Oceano impoluto de escolha e resoluto
Yahtzee cruzado,pouco se sabe ao que lhe atravessava
Ao que o mundo que ninguém contava
Labaredas escondidas a sua boca ao que nada falava.
Maestria na obra - supra sumo
Indignado ao conteúdo que consumo
Sonho que teço em minha teia e resumo
Trabalho ao que pouco anseava o amo
Indico com minhas flechas não o cupido mas o sonhador
Com passos lentos presumo e anseio pelo que vem ser,horror
O mundo de caos e linho ao que as flechas apontam a mirar o marcador
Soberano tecido do céu
O véu que cobre o seu rosto intocável
Berílio pó,chumbo corante
E da noite se faz as cinzas cortantes
Retas que não são se tornam,surreal implacável
Amarelo ouro que entorna,e cessa ao que transforma
No mundo,o ideal
O sonho cranial.
Ao que tecem as aranhas
O que encanta as entranhas
Que os ossos não tornem a voltar ao pó de que surgiram
Uma ambientação que não volte a ser principiada no que resumira
E que se tornara e vira.
Os olhos de conhaque brilharam fraco
Imperador e imperatriz,
Mestre e matriz
Príncipe e princesa,rivais por um triz
E os sonhos mirrados são concertados
Retas e linhas são de volta traçados
Ao que nada e tudo se tornam em um
Da dor que tudo sabe se torna sábio de nenhum
Orador da dor
Realidade impossibilitada de existir no ardor
Dera a mim a mão sombria
E a minha face tornara breve o tecido sonhador,e do tecelão que ainda iria
Realizar sua obra,o magnum opus que se tornaria
A realidade que iria vir,e que seria
Adorada e imprescindível
Ordem nesta casa de injustos
Roedores de pés justos
Dentes rasurados ao que malabares robustos
Emaranhados rútilos
Muitas regras ao que o azul royal dera aos seres sustos

Escrevo por poesia pois é minha maneira única
Semblante não o tenho e contemplo do templo a túnica
Corro de vozes e gemidos em onda sônica
Roo minhas unhas em vertigem crônica
E minhas palavras tornam se verso e música,sinfônica
Variações de uma ambientação disposta a ser,harmônica
Ouço a voz retocar me os ouvidos com audição clínica.

Diga-me o que não sei
Da dúvida se faz rei
Dormente nas mãos alguém
De cãibra se faz ser ok.

As engrenagens tem só uma função
Bater e funcionar como um coração
Cordas e válvulas em acordo entrarão
De certo compondo e terminando,sua nobre função.

Eu falo mais por aqui
Uma convivência sozinha e impróspera é tudo o que tenho.
Falo por mim
Ao que meus hobbies não me ajudam a afastar a solidão
Lá do fundo da psiquê a pioram
O que resta de mim então
Mas o que tenho além de suspiros
Ao que meus braços sequer me obedecem
Indo a ser aplacados por um ser invisível
Só me consome por dentro ao que não me apetece
Por
Outros já dei a voz
Roer o céu de estrelas dentro de uma casca de noz
Aqui é meu descanso e destino
Que ficará aqui comigo para sempre,vespertino
Um emblema do sonho quebrado
Ignóbil e mirrado,atado ao desprezado

Procure as você mesmo
Resuma a busca você mesmo
Oculte-se de si mesmo
Cure a ti mesmo
Una se ao mesmo
Resuma a procura pelo mesmo
E encontrará o motivo de ser o mesmo

Ele coordena a vida por parte
Languidamente admira seus livros e arte
E observa os reinos em seu estandarte.

No que deveria sentir me grato. ao que entende que
Algo morrera,preso a máquina
O que se tornara um andarilho de múltiplas facetas
Que sonhos almeja em sua vitrine
Um doce sossego
E um poeril sóbriamente juvenil?
Realizo a mim a escolha que fiz ao sustentar assim o ego
Ver o mundo como eu vejo não é fácil
Eu é que me ato a natureza a que respiro
Ruidosa mente de pouco cria muito.
Olho para ti e lembro deles.
Porém.... o que é?
O o segredo extasiante me põe a prova
Roo as unhas do saber em apreensão
Do que se faz?
O que busca?
Segredos e respostas talvez muito óbvios
Ouvi a sua história
Lhe agradaria ouvir a minha?

Eu me pergunto
Um dia poderão desejos serem realizados?
Tamanha crença nos leva a lugares nunca antes vistos
Ao que muralhas não nos separam dos sonhos.
Lindo ao que o impossível é derrubado e se troca pelo
Verdadeiro.
Eu sei o que busco e espero que um dia...
Zeros tornem se algo novamente e eu possa sonhar como você.

Muitas letras possuo,muita história guardo
Em minhas inúmeras andanças
Morros subi,estradas percorri
Ouvi histórias e as guardei na lembrança
Rios atravessei com meu maquinário
Impios derrotei com meus diálogos
A mim se percorre o dom
Sábio de guardar a memória dos seres em claro e bom tom.

Andava em zona de guerra.
Não havia ninguém nela senão soldados.
Andava com flores.
E eles com armas.
De tanta luta e sangue,o mundo tornou-se sem graça ou vida
E agora,ando com armas em meio as flores
Do contrário não viveria para ver o pôr do sol.

Alguma Vez já lhe disseram que até o futuro tem fim?
Na beira do espaço eu aviso estrelas de sua direção.
Atualmente há mais poeira do que estrelas. talvez assim
Linguagem louca,pare de entoar esta canção
Indico aos fogos e faço fatos
Tato se torna inexplicável num mundo exato
Imito e limito ao prático
Cacos de céu plástico
O Minério Eu desfaço com olhar analítico

Lenda brilhante inalcançável
Um sonhador preso a seu próprio amor a terra.
Ao que busca girar,se equiparar ao astro rei amável

Na escuridão do tecido,o berço de prata não mente ou erra
O turbilhão de estrelas ao sonho escurecido não é afável
Voam,cintilantes,ao destino final,sem paz ou guerra
A torno da majestade dos céus,de brilho emulável.

A natureza dos sábios a trouxe a mim em busca de resposta.

Não sabia o porque queria saber.
As linhas de seu martírio,sobrepostas
Também escondiam feridas incuráveis do viver.
Uma vez,um sábio me disse
Razão nenhuma encontrará nas coisas do ser
E somente ao sentir o universo como sentisse
Zumbidos de fundo,encontraria assim o que procura obter
A não ser que seja para ganho próprio

Da água não vem óleo,transformação não vem só por querer
O sonho do homem não se convêm a si,sóbrio
Somente sendo livre das amarras de si poderá então crer.

Somente abrindo os seus olhos e aspirando o que pode alcançar
A vida então poderá lhe ser tragável
Boa sabedoria que se possa realizar
Indagando por acontecimentos causados por gente afável
O sonho não morre,sendo sustentado pela coluna da vida a laçar
Somente assim o sábio encontrará o fim de sua jornada proposta.

Liso como o papel do qual compõe-se a obra
Escamoso como a pele de uma venenosa cobra
Se tiro do resto nada sobra
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2018.07.02 03:02 PossessedBroccoli Primeira namorada e um final não tão feliz

Primeiramente gostaria de pedir desculpas pelo texto enorme, mas foi o jeito que achei de contar toda a história. Coloquei um TL;DR no final.
Há um tempo atrás conheci uma garota no Facebook. Foi através de uma postagem de um amigo em comum, que começou a assistir uma série que ambos já haviam assistido. Nos adicionamos e depois de conversar bastante, vimos que tínhamos muita coisa em comum e simplesmente não faltava assunto, então depois de algumas semanas de ótimas conversas e diversas risadas acabamos por combinar de nos encontrar pessoalmente em uma ida ao cinema.
Foi nessa ida ao cinema, que o jeito tímido de ambos ficou muito claro, porém como a gente já tinha bastante assunto das conversas pela internet, logo veio o quebra-gelo e nós conversamos durante todo o nosso encontro. No final, rolou um clima e nós ficamos. As semanas seguintes a esse acontecimento foram as melhores da minha vida, com diversos encontros em lugares que ambos gostávamos, pensei que havia encontrado minha alma-gêmea. Foi então que resolvi tomar um novo passo: pedí-la em namoro, e ela aceitou com um enorme sorriso no rosto.
Os primeiros meses de namoro foram perfeitos, até que depois de cerca de 8 meses ela foi se mostrando cada vez mais "instável": brigas constantes sem motivo, ciúmes de colegas de trabalho que estavam adicionadas no meu perfil do Facebook, ciúmes do tempo que eu passava com a minha família (e que segundo ela, poderia estar com ela). Foram diversas amizades perdidas, vários hábitos antigos (como reunir os amigos e jogar videogame) interrompidos a pedido dela. Quando decidi entrar na academia pois queria fazer alguma atividade física, ela surtou e disse que eu só iria pra lá para xavecar outras mulheres.
Nesse momento eu estava sofrendo e pensando 10x antes de puxar assunto sobre qualquer coisa, para não gerar uma briga. Até que numa atitude diplomática e depois de muita insistência da minha parte, sentamos para conversar e tentar resolver essas pendências. Nesse dia, ela explicou que tinha diversos problemas familiares, problemas de personalidade e que desde mais nova sofria de depressão, chegando até a se ferir algumas vezes. Isso foi um baque enorme pra mim, que jamais tinha lidado com algo assim.
Pensei que podia mudar essa mentalidade dela, que o amor que nós tínhamos era suficiente pra "curá-la" de toda essa agonia. Porém eu estava muito errado, daquele dia em diante o relacionamento entrou em um enorme declive: eram brigas diárias, destratos e muita pressão psicológica e eu, sem entender nada disso e sempre dando o meu melhor, acabei sofrendo com tudo isso até que com cerca de 1 ano e meio de namoro, nós terminamos e cortamos contato. Ela acabou aceitando o término, depois de muito chorar e se declarar dizendo que não conseguiria ficar longe de mim. Meio que por uma enorme ironia da vida, na mesma semana desse término, a empresa onde eu trabalhava na época fez um corte de gastos e eu fui demitido junto com diversos outros empregados.
À partir daí, foram semanas difíceis, eu passava grande parte dos dias triste e me perguntando onde eu havia errado, o que eu havia feito para merecer tudo aquilo. Eu estava sem ânimo pra sair de casa ou fazer as coisas que eu mais gostava, quase cheguei a desandar na faculdade por conta disso. Esse término acabou mexendo com minha personalidade, aquele rapaz que apesar de tímido, era alegre e sociável acabou se tornando sério, quieto e reservado, mudança que foi notada até por minha família.
Porém, quando eu fui começando a me conformar com tudo aquilo e seguir com minha vida, recebi a ligação de um processo seletivo que havia feito uns dias atrás avisando que eu havia passado e que seria contratado por essa nova empresa. Uau! Aos poucos, minha vida ia voltando aos trilhos. E assim, comecei a trabalhar nessa nova empresa, que ficava em outra cidade. Às vezes trabalhava aos finais de semana, porém não achava isso ruim pois era fazendo algo que eu adorava e o salário era satisfatório para manter um estilo de vida confortável e ainda ajudar meus pais. Porém, cerca de três meses depois, a minha ex-namorada, meu primeiro amor, retomou o contato comigo dizendo que queria tentar novamente.
Ela dizia que havia mudado, que tudo aquilo estava no passado e que dessa vez tudo seria diferente. Eu, ingênuo e empolgado com essa fase de boas notícias, aceitei e começamos a sair de novo. No começo, eu estava meio receoso por conta das marcas que ficaram da experiência anterior, porém tudo parecia fluir positivamente. Realmente, ela havia mudado e não rolavam mais brigas como antigamente, porém ela ainda exercia uma pressão psicológica imensa em cima de mim, revertendo toda situação para tentar me fazer ser o vilão da história e se fazer de vítima.
Como eu já não dispunha de tanto tempo quanto antigamente, logo vieram também as reclamações de que "eu passava muito tempo no trabalho", "eu não estava me dedicando", "eu ia todo dia para a academia" e outros argumentos mais, todos baseados em ciúmes infundados. Desde a primeira vez que namoramos, eu nunca fui aquele tipo de cara que ficava xavecando outras mulheres, sempre fui um cara que só queria se dedicar ao máximo no namoro que já possui, e isso não mudou até hoje.
Minha "nova" personalidade também a incomodava. Eu, que era amável e carinhoso estava um pouco frio e distante, e não receber a atenção na mesma quantidade que antes a irritava demais. Com isso logo voltaram as crises de ciúmes e a mesma rotina de brigas constantes e desentendimentos sem motivo, junto com a pressão psicológica super pesada que ela exercia em mim, até que essa situação toda me cansou e me fez terminar novamente hoje. Nos momentos em que via que eu não entrava na onda, ela dava chilique dizendo que iria sumir da minha vida ou que iria voltar a se machucar como no passado antes de me conhecer.
Mesmo tendo amadurecido depois da primeira vez, dói demais pensar que deixei amizades para trás, hábitos que eu adorava por conta dela. Porém escrever esse desabafo aqui tirou um pouco do "aperto" que eu sinto no peito agora.
Todos dizem que término não é algo fácil e que isso vai sarar com o tempo e quando eu começar a ocupar minha mente com outras coisas, porém tá bem difícil de lidar nesse momento. :(
TL;DR: Conheci uma garota e ela foi minha primeira namorada, porém ela ficou instável depois de um tempo e terminamos por causa de muitas brigas e pressão psicológica dela. Depois de um tempo tentamos fazer o namoro dar certo de novo porém acabou sendo pior e terminamos novamente hoje. Perdi amigos e minha personalidade mudou um pouco nesse processo. Estou arrasado nesse momento.
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2018.03.09 03:50 alquimistaexistence Vou contar um pouco pra vocês minha história

Fui obeso boa parte da minha vida, só fui perder o bv aos 17 anos. Apesar de já ter saído com mais de 100 garotas, ainda carrego comigo cicatrizes daqueles tempos.
Era muito ruim ser o único a não ser chamado para uma social por ser gordo. As garotas que estudaram comigo me fizeram as vezes sentir ódio até de colegas meus, simplesmente pelo fato deles serem magros.
Então, hoje eu inverti o quadro. Antes quem me julgava hoje é subjulgado por mim. De vez em quando uma das garotas que me rejeitaram no passado, reaparece toda acabada e tenta puxar papo comigo, e eu faço toda questão do mundo de dizer pra ela como ela é um lixo perto de mim, que quem gosta de comer resto dos outros é abutre,etc
Por outro lado, sou uma pessoa super amável em relação as garotas que mesmo naquela época em que eu era obeso, nunca zombaram de mim e até me incentivavam a ser uma pessoa melhor, ter hábitos de vida mais saudáveis,etc
Não tenho ódio pelas mulheres. Tenho ódio por mulheres que são literalmente um saco de lixo e se consideram na posição de impor alguma coisa.
Então vai aqui meu conselho pra quem já viveu ou ta vivendo algo parecido com o que eu vivi na minha adolescência: Entre numa academia, cresça e faça as garotas que não olham pra você te olhar. E quando olharem, coma elas e depois as descarte.
É literalmente a melhor coisa do mundo!
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2017.12.12 15:02 Lapaltarica Estimadas pessoas de Curitiba, obrigada

Primeiro, peço desculpas pelo português mau. Sou americana e eu fui no Brasil pela primeira vez na semana passada. Tinha estudado português antes de viajar e fiquei ansiosa para praticar lá. Também fui com uma amiga que não fala português e não pode comer glúten (é celíaca e fica doente). Eu achava que íamos ter alguns problemas assim... mas não. Inclusive, o povo de Curitiba era amigável, prestativo, amável e simpático. Eu perguntei mil coisas sobre a comida em português ruim em todos os restaurantes pra minha amiga, e os empregados me responderam com entusiasmo e sorriso. E não pareceu falso, era simpatia genuína.
Para mim, uma pessoa que ainda está aprendendo o idioma e tem um pouco de vergonha quando fala, vocês me fizeram sentir cómoda e relaxada. Não somente nos restaurantes, também quando falei com pessoas nas ruas ou motoristas de Uber, todos os brasileiros que conheci eram legais. Então só isso, agradeço muito pela paciência e amizade. Vocês são demais.
Um abraço forte,
lapaltarica
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2017.05.27 04:35 taturana [Desabafo] Estou matando a sociedade aos poucos

Existem pessoas que se colocam acima de qualquer coisa e outras que colocam ideais, coisas, sentimentos acima de si mesmos. Eu sou esse segundo tipo de pessoa.
Chamem-me de petulante, mas me considero altruísta. Ou ao menos um pouco. E me intitulo assim pois vejo que sou um dos poucos, que sempre que posso, procuro oportunidades para ajudar alguém.
Nas estações de ônibus tento ajudar alguém com sacola, um idoso, ou alguém com olhar perdido. Tento ser gentil, amável, confiável. Alguém que te dá
Faço doações ridículas de tão pequenas para ongs que nem sei se são verdadeiras aqui e ali sempre que sobra um dinheirinho
Fico feliz com facilidade em ver os outros felizes perto de mim. Minha utopia é viver para ver uma sociedade onde as riquezas são bem distribuídas, onde a educação e saúde chega a todos, onde a tecnologia evoluiu para todo o trabalho é feito por máquinas. Onde as pessoas viveriam para satisfazer seus prazeres.
E tenho fé que se essa sociedade existisse, nossos prazeres seriam a busca do conhecimento cientifico, a competição sadia dos esportes, as artes e por aí vai.
Mas vivo numa sociedade viciada na intolerância, decadente, onde as pessoas se orgulham de serem de um grupo enquanto tripudiam aqueles que não são como eles. Isso me entristece, me traz um vazio no peito, um sentimento de não pertencer a lugar nenhum, de que minha existência é errada.
Enfim, imaginem para mim, um cara que coloca o EU em segundo plano para que a felicidade da sociedade esteja em primeiro viver num lugar assim.
Eu sou apenas uma célula nesse grande ser vivo chamado sociedade. E como tal, se esse ser vivo não está saudável, eu não estaria saudável.
E foi aí que eu percebi que estou ajudando a matar esse ser vivo que faço parte. Apesar de querer ajudar, de querer o bem, não tenho galões e galões de esperança que os dias atuais exigem.
Os demônios em mim, essa tristeza em mim, essa escuridão que me cobre é reflexo da forma que enxergo essa sociedade doente. E numa bola de neve, eu mera célula me transformo num tumor de intolerância.
Deixo o sistema me definir e vomito na sociedade mais tristeza, mais escuridão, mais demônios e mais desesperança. E assim aceito meu papel como tumor, falho na minha missão de salvar a todos e me torno o agente da morte daquilo que amei.
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